Demolição da antiga sede da Académica de Santarém leva câmara a mudar planos para o local
Razões de segurança obrigaram à demolição do edifício da Misericórdia de Santarém arrendado durante várias décadas à Académica de Santarém. O prédio foi abaixo e o município vai comprar o terreno para ali criar uma nova zona de lazer e estacionamento. Foi abandonada a ideia de ali se criar uma residência de estudantes.
A Câmara de Santarém mantém a pretensão de adquirir o terreno da Santa Casa da Misericórdia de Santarém onde durante décadas esteve o edifício sede da Académica de Santarém, recentemente demolido por ameaçar ruína. Mas o destino do espaço já não será para residência de estudantes. Essa intenção estava prevista no programa de investimentos Centro Vivo, apresentado pelo município para os próximos dez anos e que visa a requalificação e revitalização do centro histórico e da Ribeira de Santarém, mas a demolição do antigo edifício da Travessa das Condinhas fez a autarquia mudar de planos.
Na reunião do executivo de 3 de Agosto, o presidente da câmara, João Leite (PSD), confirmou que a autarquia está a negociar a aquisição do terreno, onde se pretende criar uma nova zona de lazer e estacionamento para moradores do centro histórico, permitindo expandir o Largo Ramiro Nobre, em frente à Igreja de São Nicolau, recentemente requalificado pela autarquia. “Esta intervenção irá criar um novo espaço de fruição pública, reforçando a atractividade e a funcionalidade desta zona do centro histórico”, considera o autarca.
O prédio de dois pisos da Misericórdia de Santarém foi demolido em Julho devido ao avançado estado de degradação em que se encontrava, representando um risco para a segurança de pessoas e bens. O edifício estava devoluto há anos e, entretanto, já tinha sido interditado o trânsito automóvel na Travessa das Condinhas, como medida preventiva.
Há cerca de uma década foi falada a possibilidade de recuperação do imóvel, num processo a três que envolveria também a Câmara de Santarém, para além do clube e da entidade proprietária. O plano era simples: a Misericórdia contraía um empréstimo bancário para suportar os custos das obras – na altura estimadas em 314 mil euros - e a Câmara de Santarém comprometia-se a pagar a amortização desse crédito em prestações mensais durante 15 anos, a título de arrendamento do espaço. Com isso garantia-se a reabilitação do edificado e uma sede renovada para o clube.
Só que o então provedor da Misericórdia de Santarém, Mário Rebelo, dizia a O MIRANTE, em notícia publicada em Dezembro de 2017, que estava mais inclinado para a venda do edifício. E foi essa ideia que prevaleceu, com a possibilidade em aberto da venda do edifício ao município, que nos últimos tempos procedeu também à aquisição de outros imóveis, como um junto à estação ferroviária na Ribeira de Santarém e o antigo centro comercial Escala 4, junto à Igreja de São Nicolau.


