Autarcas voltam a defender reabertura das urgências obstétricas de Vila Franca de Xira e Barreiro
Adalberto Campos Fernandes defendeu a criação de comissões de acompanhamento para avaliar o impacto do encerramento das urgências obstétricas de Vila Franca de Xira e do Barreiro e o funcionamento das novas urgências regionais.
Os presidentes das câmaras municipais da área de influência do Hospital Vila Franca de Xira e da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal continuam a insistir na necessidade de terem acesso ao estudo que, segundo afirmam, o Governo diz existir e que terá servido de base à decisão da ministra da Saúde de encerrar os dois serviços de urgência obstétrica.
Passados seis meses desde que o fecho das urgências obstétricas no Hospital VFX foi conhecido, os autarcas dos cinco concelhos servidos por aquela unidade de saúde continuam sem ter acesso ao estudo que o Governo evoca, fazendo ecoar dúvidas sobre a sua existência.
Por isso, os autarcas continuam a exigir que o documento seja tornado público, a bem da transparência, e foi isso mesmo que disseram a Adalberto Campos Fernandes, coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, numa recepção feita na tarde de 6 de Agosto no Palácio da Cidadela, em Cascais. No encontro os autarcas apresentaram a Adalberto Campos Fernandes as razões da contestação ao encerramento das urgências obstétricas dos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro.
Durante o encontro, que decorreu no Palácio da Cidadela, em Cascais, os autarcas expuseram as preocupações das populações dos vários concelhos, abrangendo cerca de 1,3 milhões de pessoas. Segundo os municípios, Adalberto Campos Fernandes ouviu os argumentos apresentados e registou a importância da reabertura dos serviços de urgência obstétrica “tão breve quanto possível”, apesar de não haver ainda da parte do Governo qualquer sinal de que isso vá acontecer num futuro próximo.
De acordo com a informação divulgada pelos autarcas, o coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde manifestou ainda disponibilidade para servir de “embaixador de boa vontade” junto do Governo e das entidades da saúde, no âmbito da discussão sobre o encerramento das duas urgências obstétricas.
Na reunião, Adalberto Campos Fernandes defendeu também a criação de comissões de acompanhamento para avaliar o impacto do encerramento das urgências obstétricas de Vila Franca de Xira e do Barreiro e o funcionamento das novas urgências regionais. Esta proposta acompanha aquela que já havia sido apresentada pelos autarcas nas reuniões realizadas com os grupos parlamentares.
Os presidentes das câmaras municipais de Alcochete, Alenquer, Almada, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Vila Franca de Xira reiteraram que a reabertura das urgências obstétricas é fundamental para garantir o acesso das grávidas e das crianças aos cuidados de saúde e que a actual solução encontrada pelo Governo - de encaminhar as doentes para Loures, no caso do Hospital VFX, não serve a comunidade.


