Militares prepararam reparação dos muros junto ao tribunal de Torres Novas
Elementos do Regimento de Engenharia N.º 1 voltaram ao talude situado nas traseiras do tribunal para preparar o terreno para o projecto de reparação. A intervenção de fundo é aguardada desde a derrocada de Fevereiro, que obrigou à evacuação de moradores.
Militares do Regimento de Engenharia N.º 1 regressaram na manhã de terça-feira, 4 de Agosto, à zona do talude situada nas traseiras do Tribunal de Torres Novas. Os trabalhos, realizados em articulação com os serviços municipais, destinam-se a preparar o terreno para a elaboração do projecto de reparação dos muros, anunciou o presidente da câmara, José Trincão Marques.
A operação está a ser coordenada entre a Câmara de Torres Novas, o Ministério da Justiça e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), na sequência do contrato interadministrativo que, segundo o autarca, foi celebrado em Junho para permitir uma intervenção urgente. O objectivo é estabilizar definitivamente o talude, criar condições para que o tribunal possa funcionar sem restrições e reabrir ao trânsito a Rua Doutor José Lopes Schiappa Faro e Silva.
O Regimento de Engenharia N.º 1, recorde-se, já tinha participado nos trabalhos de emergência realizados em Fevereiro, após o desmoronamento de uma parte do muro de suporte, colocando telas de impermeabilização e executando medidas provisórias de segurança. A derrocada, provocada pela chuva intensa associada às tempestades Kristin e Marta, obrigou à evacuação preventiva dos moradores de três habitações e afectou o funcionamento do tribunal.
O LNEC confirmou, na altura, a existência de “instabilidade significativa” no talude e recomendou a interdição dos acessos, o desvio das águas pluviais, o reforço provisório das estruturas e a elaboração de um projecto global de estabilização. No início de Junho, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, classificou a reparação do muro como a principal prioridade de investimento nos edifícios judiciais da Comarca de Santarém, reconhecendo que a estrutura permanecia perigosa e precisava de uma intervenção rápida.


