Quiosque do Parque do Sorraia furtado e vandalizado
Aberto há menos de quatro meses em Coruche, o estabelecimento criado pelo jovem empreendedor Afonso Roque ficou com duas janelas partidas, equipamento danificado e sem as bebidas e ferramentas que se encontravam no interior.
O quiosque da River Route, localizado no Parque do Sorraia, em Coruche, foi alvo de um furto e de actos de vandalismo na madrugada de 27 de Julho que causaram prejuízos superiores a mil euros. O proprietário, Afonso Roque, apercebeu-se do sucedido ao encontrar duas janelas partidas e uma máquina de café danificada. Do interior do estabelecimento foram levadas todas as bebidas e diversas ferramentas que tinham sido utilizadas durante o Festival da Juventude de Coruche.
Segundo o empresário, o prejuízo só não foi mais elevado porque o material destinado às actividades náuticas, nomeadamente as pranchas de paddle, não se encontrava no local. O quiosque abriu há menos de quatro meses como complemento à actividade da River Route, projecto criado há cerca de um ano com o objectivo de promover Coruche através de experiências ligadas à natureza, à aventura, ao património e ao território.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, Afonso Roque afirmou que foram meses de trabalho, dedicação e investimento para criar um projecto diferente e contribuir para a dinamização da vila. “Quatro meses. Foi o tempo que durou até sermos vítimas de um assalto. Pura maldade. Puro vandalismo”, escreveu, lamentando que episódios desta natureza contribuam para afastar os jovens e outras pessoas da criação de projectos no concelho.
O jovem considera que existe um problema de insegurança em Coruche, referindo a ocorrência de outros furtos e actos de vandalismo em estabelecimentos e diferentes locais do concelho. Afonso Roque defende que o município deve adoptar medidas ao nível da segurança e instalar sistemas de videovigilância em espaços públicos, incluindo no Parque do Sorraia, situado junto a um parque infantil e numa zona onde, segundo o responsável, passam diariamente dezenas de pessoas e veículos.
“Quem perde não é apenas quem investe. Perde toda a comunidade”, sustentou, acrescentando que a sensação de insegurança, a desmotivação e a falta de respeito pelo trabalho realizado pesam tanto como os prejuízos materiais. O proprietário admite que o episódio coloca em causa a continuidade do investimento realizado no quiosque, confessando que perdeu praticamente toda a vontade de prosseguir com o projecto. “Não é saudável viver diariamente com a preocupação de saber se o estabelecimento vai voltar a ser assaltado ou vandalizado”, afirmou.


