Doente abandona Hospital de Santarém durante a madrugada e é encontrada num café
Utente saiu da unidade ainda com vestuário hospitalar e percorreu o trajecto até ao planalto da cidade. Mulher, mãe de seis filhos, tem um longo historial no Hospital de Santarém e já esteve internada na Associação Picapau. ULS Lezíria diz que cumpriu procedimentos.
Uma mulher que estava a receber cuidados no Hospital Distrital de Santarém abandonou a unidade durante a madrugada de segunda-feira, 3 de Agosto, ainda com vestuário hospitalar. O caso volta a levantar dúvidas sobre a vigilância de doentes vulneráveis e os procedimentos de segurança da Unidade Local de Saúde da Lezíria. Segundo apurou O MIRANTE, a utente, natural de Almeirim, saiu das instalações hospitalares durante a madrugada e percorreu o trajecto até ao planalto de Santarém. Durante a manhã foi vista sentada numa pastelaria nas proximidades do Convento de São Francisco, ainda com roupa da instituição.
A mulher é mãe de seis filhos e tem um longo historial de acompanhamento no Hospital de Santarém, sendo conhecida dos serviços daquela unidade de saúde. O MIRANTE apurou ainda que a utente esteve, há alguns anos, internada na Associação Picapau, instituição do concelho de Santarém que trabalha nas áreas do tratamento da toxicodependência, do combate à pobreza e da exclusão social.
O episódio ocorre pouco mais de três meses depois de uma idosa de 83 anos, sobrevivente de um acidente vascular cerebral e com problemas cognitivos, ter saído do Serviço de Urgência do Hospital de Santarém durante a madrugada, depois de arrancar um cateter. A mulher, residente em Fazendas de Almeirim, acabou por ser localizada pelo filho, que foi alertado por outro utente.
Hospital diz que foram cumpridos procedimentos
O MIRANTE pediu esclarecimentos à ULS Lezíria sobre o horário da saída, o serviço onde a mulher se encontrava, os procedimentos accionados, a forma como conseguiu abandonar as instalações e a eventual abertura de um inquérito interno. Em resposta enviada a O MIRANTE após a publicação da notícia, a ULS Lezíria esclarece que a situação “foi tratada de acordo com os procedimentos internos em vigor”, referindo que, sempre que um utente abandona a unidade de saúde antes da conclusão da observação ou do tratamento, essa circunstância é registada no processo clínico e são desencadeadas as diligências consideradas adequadas.
A resposta da ULS Lezíria não esclarece, no entanto, como foi possível a mulher abandonar o hospital ainda com vestuário da instituição, se a saída foi detectada pelos profissionais nem se foi accionada alguma operação para a localizar.


