Posto da GNR do Cartaxo vai ser reabilitado por quase 450 mil euros
Edifício apresenta infiltrações, coberturas em fibrocimento e problemas de eficiência energética. Obras já arrancaram e têm um prazo de execução de 90 dias.
O posto territorial da GNR do Cartaxo vai ser alvo de uma intervenção de fundo para resolver problemas de degradação que se foram acumulando ao longo dos anos. A empreitada representa um investimento de cerca de 449 mil euros e deverá ficar concluída no prazo de três meses. A obra é da responsabilidade da Câmara do Cartaxo e resulta de um contrato de cooperação entre o município, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e a Guarda Nacional Republicana. O Estado assegura um financiamento de 500 mil euros, cabendo à autarquia executar e fiscalizar os trabalhos.
O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, reconhece que o edifício apresentava vários problemas no exterior e um fraco desempenho energético. A degradação das coberturas e fachadas provocava infiltrações que acabavam também por afectar os espaços interiores do posto. “Todas essas infiltrações vinham a degradar aquelas instalações de uma forma muito significativa”, afirmou o autarca, acrescentando que algumas melhorias realizadas no interior acabavam prejudicadas por não estar resolvido o problema da envolvente exterior.
A empreitada tem um valor de 448.581 euros, acrescido de IVA, e inclui a reabilitação dos telhados, fachadas e vãos, assim como a remoção das coberturas em fibrocimento existentes no imóvel. A intervenção pretende ainda melhorar a eficiência energética e criar melhores condições de trabalho para os militares que prestam serviço no Cartaxo e para os cidadãos que recorrem ao posto. João Heitor admite que existiam zonas do edifício “em condições bastante degradadas”, embora ressalve que os problemas nunca colocaram em causa a capacidade operacional da GNR. “Não acredito que tivessem dificuldade em fazer o seu trabalho, mas as condições do edifício não seriam as mais simpáticas para os seus utilizadores”, afirmou.


