Sociedade | 14-08-2026 15:00

Avaria no ar condicionado condiciona médicos e utentes no centro de saúde de Alverca

ar condicionado
foto ilustrativa

Comissão de utentes de Alverca reconhece que o problema é da ULS Estuário do Tejo e do Governo mas pede ao município que possa continuar a fazer pressão para resolver um problema que, diz, está a sufocar quem trabalha e precisa de ir ao centro de saúde.

Os utentes e profissionais que trabalham na Unidade de Saúde Familiar (USF) Gago Coutinho, em Alverca, continuam a sofrer com elevadas temperaturas no interior do edifício que continua a funcionar com os sistemas de climatização e ar condicionado (AVAC) a meio gás. Apesar de não ser da sua responsabilidade, nas últimas semanas o município conseguiu reparar uma parte do sistema de climatização mas este não abrange todos os pisos do edifício. Também foram distribuídos equipamentos de ar condicionado portátil mas que não chegam para as necessidades e nos corredores ouvem-se críticas à gestão que a Unidade de Saúde Familiar Estuário do Tejo (ULSET) tem feito do problema, havendo quem a acuse de não fazer o suficiente para dar as condições que os profissionais e os utentes merecem.
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, diz que a resolução completa do problema passa pela assinatura, por parte do Ministério da Saúde, de um contrato-programa com a câmara municipal para que os trabalhos de substituição total do equipamento avance. É um modelo semelhante a outras obras feitas no passado no concelho: a câmara faz os trabalhos e depois é ressarcida dos custos por parte do Governo. “Estamos totalmente disponíveis para isso, são obras de 3 milhões de euros em vários centros de saúde, dos quais 1,8 milhões só em sistemas de ar condicionado e para isso é preciso que o governo assine connosco esse contrato”, refere o autarca, que garante já ter falado com a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o assunto. “Vamos insistir neste processo porque só sofre quem cá está, não é quem está nos corredores do Governo”, atirou, dizendo que a câmara está a tentar “fazer milagres” com alguns dos sistemas de AVAC que há muito ultrapassaram a sua vida útil e não podem ser reparados. “Também entregámos alguns dispensadores de água para quem precisar. Todos somos poucos para fazermos esta pressão junto do Governo para resolver este problema”, afirmou.
O autarca falava na última reunião de câmara antes das férias de verão, em resposta a Petra Alexandra Pintado, da comissão de utentes de saúde de Alverca, que foi publicamente alertar novamente para o problema. “Isto não é um pormenor, é um problema que pode afectar muito a qualidade de vida de quem ali trabalha. A câmara diz estar a realizar diligências com a Unidade Local de Saúde e a aguardar por indicações concretas do ministério da saúde. Mas para nós permanece a questão essencial: como e quando será resolvido este problema?”, questionou.
A representante dos utentes reconheceu que parte do AVAC do edifício foi parcialmente retomado mas lembra que várias áreas do edifício continuam com “limitações graves” de ventilação. “É preciso condições dignas para os profissionais de saúde e os utentes. Eles não podem continuar na incerteza de ver o centro de saúde a funcionar ou não apenas com base num problema técnico. Queremos transparência no estado do processo e medidas concretas para resolver a situação para voltarmos a usufruir do centro de saúde em pleno”, criticou. O MIRANTE questionou a ULSET sobre este assunto mas não recebeu resposta até ao fecho desta edição.

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