Estrada da Alfarrobeira novamente cortada para obras motiva críticas
A terceira intervenção na Estrada da Alfarrobeira, em Vialonga, desde 2021 motivou críticas da oposição na Câmara de Vila Franca de Xira. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento garantem que a obra agora em curso pretende resolver definitivamente os problemas na via.
As obras na Estrada da Alfarrobeira, em Vialonga, que começaram em Julho e têm final previsto para Setembro, têm causado dores de cabeça aos automobilistas devido aos congestionamentos de trânsito nas horas de ponta devido ao fecho dessa via. A obra é da responsabilidade dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Vila Franca de Xira e, segundo as explicações da Câmara de Vila Franca de Xira, visa resolver os problemas de degradação do pavimento da via de passagem inferior da A1, devido à deficiente drenagem das águas pluviais da auto-estrada.
A execução da obra obriga ao corte integral da estrada, tendo os SMAS decidido realizar os trabalhos nos meses em que criariam menores constrangimentos aos utilizadores/automobilistas, por ser período de férias, incluindo as férias escolares. As obras decorrem de segunda a sexta-feira, no período diurno, mas, dada a natureza da intervenção, está impedida a circulação no local dos trabalhos até à sua conclusão ou, antes, caso o desenvolvimento dos trabalhos permita antecipá-la, explica o município a O MIRANTE.
Em reunião de câmara, o vereador da Coligação Nova Geração (PSD/IL), Miguel Cruz, lamentou o dinheiro gasto até agora na Estrada da Alfarrobeira, uma vez que a via já tinha encerrado para obras em 2021, com custo superior a 200 mil euros, tendo voltado a receber obras em 2023 para requalificação do pavimento, com um custo de 116 mil euros. “Não aceitamos este ciclo crónico. As obras têm de ter qualidade. Pergunto quanto irá custar a obra em curso”, questionou o autarca.
A resposta, na reunião do executivo, acabou por ser dada por um técnico dos SMAS, depois de o presidente ter dito que as obras naquela via têm sido feitas por fases. Segundo o técnico, a primeira fase realizou-se em 2021 para pavimentar o piso degradado e, em 2023, a intervenção destinou-se a corrigir uma valeta de grandes dimensões numa curva, que representava um risco para os automobilistas. A intervenção de 2023, continuou o funcionário, degradou-se muito depressa, tendo-se chegado à conclusão de que, por muito alcatrão que se colocasse, o pavimento iria sempre ceder às intempéries e ao facto de passarem ali as condutas da EPAL, a juntar às centenas de viaturas pesadas que circulam naquela via todos os dias. “Antes não sabíamos deste problema e tivemos de pedir a um gabinete externo para fazer o projecto da obra. Esperámos para intervir nesta altura por causa das férias. Sabemos os constrangimentos que causa, mas não temos outra hipótese”, precisou o técnico municipal. A obra que está a decorrer tem um custo de 90 mil euros, mais IVA, e está prevista terminar no dia 4 de Setembro. Até lá, a estrada continua cortada.


