Sociedade | 18-08-2026 18:00

Petição polémica põe sino em Aveiras de Cima a cumprir a lei

Petição polémica põe sino em Aveiras de Cima a cumprir a lei

Sino da Igreja Matriz de Aveiras de Cima tocava, afinal, em horário não permitido pela lei do ruído. Uma petição popular gerou polémica e conseguiu silenciá-lo a partir das 23h00.

Foi lançada uma petição para que o toque automático do sino da igreja matriz fosse ajustado e passasse a deixar de tocar em parte do período nocturno, na vila de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja. A reivindicação deu que falar e levou o presidente da Junta de Aveiras de Cima a emitir um comunicado a esclarecer que o sino não iria ser silenciado.

Segundo o autarca, Rodrigo Conceição, na sequência da petição o toque automático do sino vai ser ajustado para que deixe de tocar à meia-noite, passando o último toque a ser às 23h00, tal como a lei indica. “o senhor prior falou para empresa dos sinos para actualizar horário e ficar de acordo com a lei”, explicou.

Rodrigo Conceição referiu ainda que a alteração ao horário do toque do sino já estava a ser articulada entre a Igreja, o município de Azambuja e a junta de freguesia. “Não precisam de se preocupar porque o sino não se vai calar apenas irá tocar dentro do que é permitido pela lei”.

A alteração ao horário do toque do sino tem gerado polémica e dividido opiniões, com uns a defender que o som perturba o descanso e outros a criticar a alteração de algo que faz parte da identidade daquela vila onde o sino sempre tocou e faz despertar memórias de infância.

Em Portugal, a lei não define um horário específico exclusivo para os sinos das igrejas, mas o seu uso colide com o Regulamento Geral do Ruído (Decreto-Lei n.º 9/2007) e com a protecção constitucional do descanso, havendo forte entendimento jurídico de que devem silenciar durante o período nocturno das 23h00 às 07h00 da manhã.

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