Vídeos mostram rixas e agressões à porta de bar no Carregado
Rixas, agressões e clientes alcoolizados são algumas das situações denunciadas novamente por um morador do Carregado junto a um estabelecimento que, segundo afirma, continua a funcionar como bar até às duas da manhã.
Um morador do Carregado voltou a denunciar o funcionamento nocturno do restaurante “Anmol Restaurant”, na Rua Vaz Monteiro, que funciona também como bar, uma vez que está aberto pelo menos até às duas da manhã. Bruno Seleiro relata, mais uma vez, episódios de barulho, consumo de álcool e violência na via pública. Nos vídeos a que O MIRANTE teve acesso vêem-se grupos envolvidos em rixas e agressões na via pública, à porta do estabelecimento, mesmo junto à estrada. O morador diz ter voltado a contactar a GNR e garante que não foi o único a fazê-lo. O restaurante/bar continua aberto durante a noite, apesar de uma alteração recente do horário indicado no Google, que passou a apontar para o período entre as 12h00 e as 22h30. “Ainda ontem esteve com portas abertas e clientes até às 02h00 pelo menos”, afirma.
A nova queixa surge depois de Bruno Seleiro ter vindo a denunciar casos de clientes alcoolizados, garrafas de vidro atiradas para o chão ou uns contra os outros, gritos, pessoas a urinarem contra paredes e clientes a atravessarem-se à frente dos automóveis no cruzamento junto ao estabelecimento. Bruno Seleiro contesta, por isso, a informação prestada a O MIRANTE pela Câmara Municipal de Alenquer, segundo a qual as denúncias apresentadas desde 2022 tiveram origem num único morador. O residente admite que essa informação possa referir-se apenas às reclamações dirigidas formalmente à autarquia, mas afirma que existem vários contactos feitos à GNR. O morador questiona também a ausência de relatórios de ocorrências na informação remetida pela Câmara de Alenquer e afirma que já ocorreram detenções nas imediações do estabelecimento.
Autarcas preocupados com segurança
O caso foi levantado em reunião de Câmara pelo vereador do Chega, Carlos Sequeira. O presidente do município, João Nicolau, voltou a sublinhar que a responsabilidade pelo licenciamento não é da autarquia e que cabe à GNR fiscalizar o ruído. “Mas vamos articular com a GNR e com as entidades que licenciam”, referiu. Bruno Seleiro defende que a autarquia está obrigada a fiscalizar o estabelecimento e a medir o ruído e que deveria já ter tomado medidas e realizado diligências em nome da qualidade de vida da população e da segurança.
Um dos funcionários do restaurante, que percebe pouco de português e fala inglês, já tinha confirmado a O MIRANTE que o estabelecimento funciona até às 02h00 como bar e que não serve jantares pelo menos desde Dezembro de 2024. O funcionário referiu que os proprietários são angolanos, mas o nosso jornal não conseguiu chegar à fala com os mesmos.
Ao nosso jornal o presidente da União de Freguesias do Carregado e Cadafais, Marco Coelho, adianta que recebe vários e-mails com queixas do estabelecimento e que as reencaminha para a Câmara de Alenquer. “Estou preocupado porque o estabelecimento está mesmo no cruzamento e os carros têm de ter cuidado a passar porque estão viaturas mal estacionadas, garrafas partidas e está em causa a segurança das pessoas, quer de carros quer quem passa a pé. As pessoas têm receio”, reiterou. A GNR, ainda em 2025, fiscalizou o estabelecimento, tendo sido detectadas diversas infracções e elaborados 12 autos de contra-ordenação relativos ao seu funcionamento.


