Alcoentre exige solução para cruzamentos perigosos após vários acidentes
Presidente da junta está preocupado com a sinistralidade nos cruzamentos da entrada sul da vila e da ligação a Manique do Intendente. Câmara de Azambuja levou o problema à Infraestruturas de Portugal e admite que é necessária uma intervenção que resolva de vez a falta de segurança.
Os sucessivos acidentes registados nos cruzamentos da entrada sul de Alcoentre e da ligação a Manique do Intendente, onde o IC2 e a EN366 se ligam, estão a aumentar a preocupação da junta de freguesia e da população. O presidente da Junta de Alcoentre, André Silva, voltou a chamar a atenção para a perigosidade dos dois locais e defende uma solução definitiva por parte da Infraestruturas de Portugal (IP). O problema foi levantado pelo autarca na última reunião pública da Câmara de Azambuja, onde revelou que ao longo deste ano já se registaram vários acidentes naqueles cruzamentos. A circulação de um elevado número de veículos pesados e as dificuldades enfrentadas pelos automobilistas que pretendem entrar em Alcoentre ou atravessar em direcção a Manique do Intendente estão entre as principais preocupações.
“Todos os meses fazemos pressão para que seja feita a limpeza do local e estamos preocupados”, afirmou André Silva, criticando também a falta de manutenção dos espaços sob responsabilidade da IP. Apesar dos sucessivos contactos da junta de freguesia, o autarca considera que os problemas continuam sem uma resposta adequada.
A construção de uma rotunda, admite, poderia ser uma possível solução para melhorar a segurança rodoviária, numa zona onde os moradores há muito reclamam melhores condições de circulação. Para André Silva, a frequência dos acidentes demonstra que é urgente encontrar uma resposta capaz de reduzir os riscos para quem utiliza diariamente aqueles acessos.
Por sua vez, o vice-presidente da Câmara de Azambuja, António José Matos, garantiu que a situação de Alcoentre seria incluída na reunião marcada para 12 de Agosto com a Infraestruturas de Portugal, apesar de o encontro ter sido inicialmente solicitado para discutir problemas relacionados com a estação ferroviária de Azambuja, como a falta de estacionamento, as frequentes avarias dos elevadores e a melhoria das acessibilidades às plataformas com escadas rolantes.


