Sociedade | 21-08-2026 15:00

Moradores da Carnota assustados com onda de assaltos a casas

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foto ilustrativa

Há moradores de Carnota que já evitam sair de casa ao fim-de-semana ou ir de férias com receio de serem assaltados. O presidente da junta, Luís Fernandes, diz que os furtos acontecem praticamente todas as semanas e pediu uma reunião de urgência às autoridades.

A freguesia de Carnota, no concelho de Alenquer, tem registado uma vaga de assaltos a residências com uma frequência que está a preocupar a população e a junta. O presidente da freguesia, Luís Fernandes, diz que há relatos de furtos praticamente todas as semanas ou de 15 em 15 dias e teme que o sentimento de insegurança se agrave. “Não é muito normal na nossa região haver assaltos a residências com esta periodicidade”, afirma o autarca a O MIRANTE, sublinhando que a situação está a gerar “uma preocupação crescente” entre os moradores. Perante o aumento de casos, a junta de freguesia já solicitou uma reunião de urgência com o posto territorial da GNR de Alenquer e a Câmara Municipal de Alenquer.
A junta publicou também um alerta dirigido à população, apelando aos moradores para que estejam atentos a movimentos suspeitos e denunciem situações que possam estar relacionadas com os assaltos. Entre os comportamentos que devem suscitar atenção estão carros a circular repetidamente na freguesia ou veículos estacionados durante longos períodos com pessoas no interior. Segundo o autarca, a GNR tem acompanhado as ocorrências desde que começaram a ser denunciadas e está a desenvolver o seu trabalho, mas considera que é necessário reforçar a presença policial no território. “Para nós é importante que haja mais policiamento no terreno, que as pessoas sintam mais segurança”, defende.
Os assaltos ocorreram tanto em habitações que estavam vazias como em situações em que os moradores se encontravam no interior. Luís Fernandes considera que os autores poderão conhecer os hábitos das vítimas e saber quando determinadas casas ficam desocupadas. “Já aconteceu irem a residências e serem surpreendidos porque a pessoa estava lá”, relata, dando como exemplo moradores que estavam em teletrabalho ou que, por qualquer outra razão, permaneceram em casa quando habitualmente estariam ausentes. A situação está também a afectar os hábitos dos moradores. Segundo o presidente da junta, há pessoas que já manifestam receio de deixar as suas casas, inclusivamente para passar o fim-de-semana ou ir de férias. O autarca está ainda preocupado com o facto de muitas das residências da freguesia serem habitadas por pessoas de idade. Embora não tenha conhecimento de casos de assaltos com violência sobre moradores, admite que existe receio de que a situação possa evoluir nesse sentido. Os assaltantes procuram sobretudo bens de valor e de fácil transporte. “Para dar uma volta à freguesia é meia hora”, exemplifica, defendendo que mesmo uma patrulha de curta duração poderia fazer com que os autores dos furtos percebessem que existe maior probabilidade de serem detectados.

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