Nova Unidade de Saúde de Marinhais não fica pronta dentro do prazo
A Câmara de Salvaterra de Magos tinha prevista uma contrapartida de 743 mil euros para uma empreitada avaliada em 1,8 milhões, mas poderá ter de suportar a restante despesa caso não sejam encontradas novas linhas de apoio.
A Câmara de Salvaterra de Magos admite que não vai conseguir concluir a nova Unidade de Saúde de Marinhais dentro dos prazos associados ao financiamento da obra, uma situação que poderá obrigar o município a assumir um encargo superior ao inicialmente previsto. A presidente da autarquia, Helena Neves, afirmou, em reunião do executivo, que, ao contrário do que ainda poderá acontecer com a Unidade de Saúde de Salvaterra de Magos, a empreitada de Marinhais dificilmente será concluída a tempo dos prazos para garantir o financiamento previsto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Provavelmente não, não vamos conseguir”, indicou, referindo-se à conclusão da obra.
Segundo a autarca, a obra está avaliada em 1,8 milhões de euros, estando já prevista uma contrapartida municipal de 743 mil euros. Caso o apoio financeiro do PRR não se concretize, o município terá de manter essa verba e suportar também o restante custo da empreitada. Helena Neves disse ter recebido, no dia 15 de Julho, um e-mail a solicitar aos municípios que reportassem os projectos que se encontram nesta situação, adiantando que a câmara iria enviar a informação relativa à Unidade de Saúde de Marinhais.
A presidente explicou que as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) estão a contactar as comunidades intermunicipais para procederem ao levantamento das obras em risco de não garantirem os fundos do PRR e procurar outras linhas de financiamento. A possibilidade de surgir uma solução alternativa não está, contudo, formalmente garantida. Helena Neves afirmou existir apenas a expectativa de serem encontradas novas fontes de apoio.
O vereador socialista Francisco Madelino considerou que o executivo municipal tem responsabilidades pelos atrasos, que atribuiu ao início tardio da empreitada e ao facto de a empresa construtora estar simultaneamente envolvida noutras obras no concelho. Num contexto de escassez de mão-de-obra, o eleito do PS defendeu que a prioridade deveria ter sido dada à Unidade de Saúde de Marinhais, em detrimento de empreitadas com prazos de execução mais alargados. E apontou como exemplo a construção do Pavilhão dos Foros de Salvaterra, entregue à mesma empresa e financiada pelo programa Portugal 2030, considerando que os recursos deveriam ter sido concentrados na conclusão da infraestrutura de saúde.
Helena Neves afirmou que a câmara aguardará por medidas concretas, comprometendo-se a levar novamente o assunto à reunião do executivo quando existirem informações sobre eventuais alternativas de financiamento.


