Sociedade | 23-08-2026 21:00

GEOTA exige mais fiscalização para travar abusos na albufeira de Castelo do Bode

GEOTA exige mais fiscalização para travar abusos na albufeira de Castelo do Bode

A aproximação de motas de água e outras embarcações às zonas de banho está a gerar preocupação na albufeira de Castelo do Bode. O GEOTA alerta para riscos para os banhistas e defende mais boias, sinalização e fiscalização, enquanto a CIM Médio Tejo diz desconhecer qualquer denúncia sobre o problema.

O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) quer mais fiscalização nas zonas balneares da albufeira de Castelo do Bode, depois de ter recebido queixas sobre embarcações e motas de água a circularem demasiado perto das margens e dos banhistas. O alerta surgiu na sequência de relatos de utilizadores, nomeadamente na zona de Bairros, junto a Tomar, numa altura do ano em que aumenta significativamente a utilização recreativa da albufeira. Segundo Regina Falcão, do GEOTA, existem situações em que embarcações motorizadas se aproximam das zonas destinadas a banhos, aumentando o risco de acidentes. “Precisamos não só da fiscalização, mas mais do que tudo de informar as pessoas”, defende a responsável, que considera necessária a instalação de painéis que identifiquem claramente as zonas de banho e os locais onde são permitidas actividades como passeios de barco, mota de água ou esqui aquático.
O GEOTA recebeu também relatos sobre fundeio indevido de embarcações, falta ou insuficiência de boias para delimitar zonas balneares e abandono de resíduos nas margens. A associação considera que a utilização turística e recreativa da albufeira tem de ser compatível com a segurança dos utilizadores e a protecção ambiental. Regina Falcão sublinha que o problema não está na falta de legislação, mas na necessidade de tornar as regras mais conhecidas e de garantir o seu cumprimento. O GEOTA pede, por isso, reforço das boias de protecção, melhoria da sinalização e maior fiscalização da navegação a motor. O presidente da Comissão Executiva do GEOTA, Américo Ferreira, reforça que a utilização da albufeira “deve ser compatível com a segurança das pessoas, o cumprimento das regras e o respeito por todos os utilizadores”.
Contactado pela Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, afirmou nunca ter recebido qualquer denúncia ou observação relacionada com estas situações. “É a primeira vez que tomo conhecimento dessa preocupação”, declarou. Com cerca de 60 quilómetros de extensão, a albufeira de Castelo do Bode abrange sete concelhos, entre os quais Tomar, Abrantes, Ferreira do Zêzere, Sardoal e Vila de Rei, sendo simultaneamente um importante espaço turístico e uma das principais reservas de água para consumo humano do país.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias