Parque Industrial da Castanheira defendido por carro de incêndios com trinta anos
Na Castanheira do Ribatejo a corporação de bombeiros tem apenas uma viatura de combate a incêndios industriais com 31 anos de serviço.
Na Castanheira do Ribatejo a corporação de bombeiros tem apenas uma viatura de combate a incêndios industriais com 31 anos de serviço para dar a primeira resposta de emergência em caso de fogo nas indústrias pesadas de transformação de metal, produção de baterias, indústria farmacêutica e logística existentes na zona. A situação está a levantar preocupações na comunidade, autarcas e no próprio comandante da corporação, que admite que numa situação de primeira resposta a viatura existente não chega para as necessidades e está longe de ser segura e confiável. “Já vimos em Vialonga na DHL o que pode acontecer quando uma área industrial pega fogo e temos apenas um carro com mais de trinta anos para acudir a estas situações. Esta é uma preocupação muito grande que não me canso de alertar aos responsáveis da câmara nas reuniões operacionais”, explica a O MIRANTE o comandante da corporação, Bartolomeu Castro.
Neste momento, avisa, não só a viatura é demasiado velha para acudir em condições quem precisar, como o investimento necessário para comprar uma nova - a rondar os 400 mil euros - está para lá do que a associação consegue pagar. O desenvolvimento e a prometida instalação na vila do maior centro de dados da Europa, que tem associado uma forte componente de baterias, é outro factor a somar às preocupações do responsável. Se nada for feito num futuro próximo, avisa Bartolomeu Castro, há um risco acrescido da primeira resposta a uma emergência industrial na vila ficar aquém do desejável. “Além, claro, da segurança dos próprios bombeiros, porque estamos a falar de um veículo com três décadas de uso. É preocupante”, teme.
Para tentar minorar o problema a corporação vai lançar a 2 de Setembro uma campanha de angariação de fundos. “Sabemos que é difícil chegar ao valor necessário mas sempre será uma ajuda”, explica o comandante, que fala também de começar a reunir com as empresas da vila para as sensibilizar para a necessidade da corporação ter uma nova viatura. “Estamos preocupados e precisamos da ajuda das empresas e da câmara, porque sem eles não vamos conseguir”, lamenta. Na última reunião de câmara o problema também veio a lume, pela voz de Marisa Durão, do Chega, que lamentou que a expansão da plataforma logística avance “sem os meios de segurança adequados” para os bombeiros da vila.


