Sociedade | 25-08-2026 01:12

Suspeito de sequestrar distribuidora de pão em Torres Novas tinha saído da prisão há dois meses

Homem de 49 anos tinha saído da cadeia há cerca de dois meses, depois de cumprir uma pena de aproximadamente 15 anos por crimes da mesma natureza. Vítima, também de 49 anos, foi abordada quando fazia distribuição de pão em Torres Novas e levada na carrinha de serviço até à zona de Cascais. Suspeito ficou em prisão preventiva.

O homem de 49 anos suspeito de sequestrar, violar e roubar uma distribuidora de pão em Torres Novas ficou em prisão preventiva depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais. O arguido tinha saído da prisão há apenas cerca de dois meses, após cumprir aproximadamente 15 anos de cadeia por crimes da mesma natureza, segundo informação da Polícia Judiciária.
O caso ocorreu na manhã de terça-feira, 18 de Agosto, quando uma mulher de 49 anos se encontrava a trabalhar na distribuição de pão na zona do Retail Park de Torres Novas. Tal como O MIRANTE noticiou na altura, a mulher terá sido ameaçada com uma arma de fogo e obrigada a entrar na carrinha de serviço, seguindo depois em direcção à Área Metropolitana de Lisboa. Durante o percurso terá sido violada, tendo ainda ficado sem dinheiro e outros bens pessoais.
A vítima conseguiu libertar-se já na zona de Alcabideche, concelho de Cascais, onde pediu auxílio a elementos da GNR. Apresentava ferimentos e foi encaminhada para o Hospital de Cascais. A Polícia Judiciária confirmou posteriormente que, depois destes factos, o suspeito terá abordado violentamente uma segunda vítima, ainda na zona de Cascais, roubando-lhe vários bens pessoais.
O cerco policial ao suspeito acabaria por terminar no Entroncamento. Segundo informação divulgada pela PSP, os agentes localizaram na cidade a carrinha utilizada pela distribuidora de pão e interceptaram o homem nas imediações, acompanhado por duas mulheres. O suspeito tinha consigo a chave da viatura e foram encontrados o telemóvel e o cartão multibanco da vítima. Num automóvel pertencente a uma das mulheres foi ainda apreendido um casaco que o homem terá usado durante a prática dos crimes.
Depois da intercepção no Entroncamento, o processo passou para a PJ de Lisboa, que procedeu à detenção formal do principal suspeito, fora de flagrante delito, por existirem fortes indícios da prática dos crimes de sequestro, violação e roubo.

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