Sociedade | 26-08-2026 10:24

Populares contra instalação de central de biometano em Alenquer

biometano unidade industrial ilustrativ
foto ilustrativa

Moradores temem um caso semelhante ao que aconteceu com a Santos e Vale e pediram aos líderes do municipio de Alenquer para não dormirem na forma e não deixarem instalar a unidade.

Alguns populares demonstraram na última reunião da Câmara de Alenquer, o seu descontentamento face ao projecto de instalação de um unidade de transformação de efluentes agropecuários em gás natural e biofertilizante agrícola, cujo projecto está em consulta pública.
"É uma fábrica de estrume e vai prejudicar a população das Marés”, afirmou Henrique Martinho, ao mesmo tempo que Maria da Conceição Lopes, preocupada com a passagem diária de 30 camiões por dia e com a produção da unidade, disse, perentória: “Não queremos aquela fábrica, porque queremos viver em sossego”.
Já Horácio Lopes lembrou que a população das Marés, para onde está prevista a unidade, vai deixar de ter qualidade de vida e as linhas de água não estão salvaguardadas.
“Vão tratar 84 mil toneladas por ano. É estrume que vai passar por dentro da Ota, Abrigada, Cabanas de Torres e vai ficar dentro das Marés”, disse, por seu turno, José Manuel Catarino.
O presidente da câmara, João Nicolau, explicou que, em Agosto de 2025, o executivo municipal apenas aprovou o pedido de informação prévia, mas não deu ainda autorização à construção do investimento no concelho, partilhando das mesmas preocupações da população.
“Somos contra qualquer impacto significativo que ponha em causa a qualidade de vida das pessoas e, em fase de licenciamento, teremos de tomar a devida decisão se isso não estiver acautelado”, garantiu o autarca, informando que nesta fase o processo não está na câmara mas sim na Agência Portuguesa do Ambiente.
“Ou a empresa garante que não há odores ou, se não é possível garantir, não é possível fazer [a unidade]”, reforçou o presidente da câmara.
João Nicolau adiantou que o município vai participar na consulta pública do projecto, alertando para os possíveis odores que a unidade pode causar para as populações limítrofes, incitando a população também a fazê-lo. O projecto está em consulta pública até 15 de Setembro.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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