Segurança e violência debatidas em sessão temática da Assembleia Municipal de Torres Novas
A violência doméstica, o papel das forças de segurança e a articulação entre entidades de protecção são temas da sessão temática da Assembleia Municipal de Torres Novas, aberta ao público que pode colocar questões sobre os temas.
A Assembleia Municipal de Torres Novas promove no sábado, 12 de Setembro, entre as 15h00 e as 18h45, uma sessão temática dedicada à segurança e ao combate à violência doméstica e de género, incluindo violência contra crianças e idosos. A iniciativa decorre no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes e é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia. Quem quiser colocar questões aos oradores poderá inscrever‑se no próprio dia, antes do período de debate.
A sessão será aberta pelo presidente da assembleia municipal, Pedro Paulo Ramos Ferreira, seguindo‑se um conjunto de intervenções de entidades que lidam diariamente com situações de violência no concelho. A GNR de Torres Novas, representada pelo sargento‑ajudante Joselito Campos, apresenta dados, características e tendências da violência doméstica, bem como o papel da guarda na proteção de crianças e idosos. A PSP, através do subcomissário João Luzio, aborda a resposta policial à violência doméstica na cidade.
O Ministério Público estará representado pela procuradora‑adjunta do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Tomar, Joana Santos, que explicará o percurso entre a sinalização e a proteção efectiva das vítimas, incluindo menores e idosos. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Torres Novas, pela voz do seu presidente, Filipe Ascensão Carvalho, falará sobre a intervenção precoce junto de crianças e jovens expostos a contextos de violência.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) participa com a técnica Marta Godinho, que apresentará dados e casos relacionados com violência no namoro e novas formas de violência. A divisão de acção social e saúde do município, através da chefe de divisão Zélia Espadinha Simões, expõe a resposta social local e regional, enquanto o Espaço M, representado por Sandra Bétina Lobo, aborda a articulação em rede e o que falta fazer para proteger melhor as vítimas no Médio Tejo.
Depois das apresentações, segue‑se um período de perguntas e respostas, um intervalo e, a partir das 17h20, o debate da assembleia municipal, com intervenções do público e dos grupos políticos. O encerramento estará a cargo do presidente da câmara, José Trincão Marques, e do presidente da assembleia municipal.


