Demolição da antiga Tipografia Nabão prevista para breve
Processo da Tipografia Nabão transitou em julgado, o que significa que a Câmara de Tomar poderá avançar em breve com a demolição do espaço, que se encontra degradado há anos.
O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (PSD), confirmou na reunião do executivo de 24 de Agosto que o processo referente à antiga Tipografia Nabão transitou em julgado, concluindo um caso que se arrasta desde 2019. O município passa então a ter a posse administrativa do edifício e pode proceder aos trabalhos de demolição. O presidente adianta ainda que antes de se avançar com de demolição é necessário avaliar a estrutura do imóvel. A avaliação servirá também para perceber qual o potencial daquele espaço do ponto de vista urbanístico e de ordenamento do território.
A vereadora Anabela Estanqueiro (PS) questionou sobre o processo da antiga tipografia, alertando para o perigo para a saúde pública que representa aquele edifício, devido ao seu elevado grau de insalubridade. A autarca socialista relembrou também todo o processo, que se arrasta desde 2019, como noticiou O MIRANTE, em que a câmara vinha tentando conseguir a posse administrativa do edifício.
A Tipografia Nabão é um edifício degradado e referenciado como zona de tráfico de drogas e prostituição, e é uma velha fonte de preocupação de moradores e autarcas. Em Agosto de 2009 um incêndio destruiu o pavilhão industrial da Tipografia Nabão, em Tomar, onde se concentrava toda a produção e armazenagem da empresa. O fogo ocorreu dois dias depois de ter sido entregue no Tribunal de Tomar o pedido de insolvência da empresa, fundada em 1947, e que chegou a empregar cerca de oito dezenas de pessoas.
A Tipografia Nabão foi uma referência nacional e chegou a ter um leque de clientes notável. O fogo foi investigado pela Polícia Judiciária. Na altura do incêndio, trabalhadores e populares estranharam que o incêndio tenha deflagrado quando já não existiam máquinas a laborar nem movimentações no interior. O fogo deflagrou de madrugada e rapidamente se propagou a todo o edifício, situado nas imediações da estação de caminho-de-ferro e das instalações da Rodoviária.


