Sociedade | 29-08-2026 10:00

Demolição da antiga Tipografia Nabão prevista para breve

Demolição da antiga Tipografia Nabão prevista para breve
Em 2009 as instalações da Tipografia Nabão arderam, mas o edifício já se encontrava em estado de abandono há anos. foto arquivo

Processo da Tipografia Nabão transitou em julgado, o que significa que a Câmara de Tomar poderá avançar em breve com a demolição do espaço, que se encontra degradado há anos.

O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (PSD), confirmou na reunião do executivo de 24 de Agosto que o processo referente à antiga Tipografia Nabão transitou em julgado, concluindo um caso que se arrasta desde 2019. O município passa então a ter a posse administrativa do edifício e pode proceder aos trabalhos de demolição. O presidente adianta ainda que antes de se avançar com de demolição é necessário avaliar a estrutura do imóvel. A avaliação servirá também para perceber qual o potencial daquele espaço do ponto de vista urbanístico e de ordenamento do território.

A vereadora Anabela Estanqueiro (PS) questionou sobre o processo da antiga tipografia, alertando para o perigo para a saúde pública que representa aquele edifício, devido ao seu elevado grau de insalubridade. A autarca socialista relembrou também todo o processo, que se arrasta desde 2019, como noticiou O MIRANTE, em que a câmara vinha tentando conseguir a posse administrativa do edifício.

A Tipografia Nabão é um edifício degradado e referenciado como zona de tráfico de drogas e prostituição, e é uma velha fonte de preocupação de moradores e autarcas. Em Agosto de 2009 um incêndio destruiu o pavilhão industrial da Tipografia Nabão, em Tomar, onde se concentrava toda a produção e armazenagem da empresa. O fogo ocorreu dois dias depois de ter sido entregue no Tribunal de Tomar o pedido de insolvência da empresa, fundada em 1947, e que chegou a empregar cerca de oito dezenas de pessoas.

A Tipografia Nabão foi uma referência nacional e chegou a ter um leque de clientes notável. O fogo foi investigado pela Polícia Judiciária. Na altura do incêndio, trabalhadores e populares estranharam que o incêndio tenha deflagrado quando já não existiam máquinas a laborar nem movimentações no interior. O fogo deflagrou de madrugada e rapidamente se propagou a todo o edifício, situado nas imediações da estação de caminho-de-ferro e das instalações da Rodoviária.

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