Sociedade | 30-08-2026 18:00

GEOTA exige mais fiscalização para travar abusos na albufeira de Castelo do Bode

GEOTA exige mais fiscalização para travar abusos na albufeira de Castelo do Bode
Albufeira de Castelo de Bode abrange sete concelhos da região - foto arquivo O MIRANTE

A aproximação de motas de água e outras embarcações às zonas de banho está a gerar preocupação na albufeira de Castelo do Bode. O GEOTA alerta para riscos para os banhistas e defende mais boias, sinalização e fiscalização, enquanto a CIM Médio Tejo diz desconhecer qualquer denúncia sobre o problema.

O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) quer mais fiscalização nas zonas balneares da albufeira de Castelo do Bode, depois de ter recebido queixas sobre embarcações e motas de água a circularem demasiado perto das margens e dos banhistas. O alerta surgiu na sequência de relatos de utilizadores, nomeadamente na zona de Bairros, junto a Tomar, numa altura do ano em que aumenta significativamente a utilização recreativa da albufeira. Segundo Regina Falcão, do GEOTA, existem situações em que embarcações motorizadas se aproximam das zonas destinadas a banhos, aumentando o risco de acidentes. “Precisamos não só da fiscalização, mas mais do que tudo de informar as pessoas”, defende a responsável, que considera necessária a instalação de painéis que identifiquem claramente as zonas de banho e os locais onde são permitidas actividades como passeios de barco, mota de água ou esqui aquático.
O GEOTA recebeu também relatos sobre fundeio indevido de embarcações, falta ou insuficiência de boias para delimitar zonas balneares e abandono de resíduos nas margens. A associação considera que a utilização turística e recreativa da albufeira tem de ser compatível com a segurança dos utilizadores e a protecção ambiental. Regina Falcão sublinha que o problema não está na falta de legislação, mas na necessidade de tornar as regras mais conhecidas e de garantir o seu cumprimento. O GEOTA pede, por isso, reforço das boias de protecção, melhoria da sinalização e maior fiscalização da navegação a motor. O presidente da Comissão Executiva do GEOTA, Américo Ferreira, reforça que a utilização da albufeira “deve ser compatível com a segurança das pessoas, o cumprimento das regras e o respeito por todos os utilizadores”.
Contactado pela Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, afirmou nunca ter recebido qualquer denúncia ou observação relacionada com estas situações. “É a primeira vez que tomo conhecimento dessa preocupação”, declarou. Com cerca de 60 quilómetros de extensão, a albufeira de Castelo do Bode abrange sete concelhos, entre os quais Tomar, Abrantes, Ferreira do Zêzere, Sardoal e Vila de Rei, sendo simultaneamente um importante espaço turístico e uma das principais reservas de água para consumo humano do país.

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