Problemas no saneamento levam Câmara de Abrantes a pedir respostas à concessionária
João Damas levou à reunião da Câmara de Abrantes problemas de saneamento que, diz, continuam por resolver em várias freguesias. O munícipe questionou a fiscalização do contrato com a Abrantáqua e alertou para riscos ambientais. Presidente da câmara vai pedir uma resposta “exaustiva e profissional” à concessionária.
João Manuel Damas foi à reunião do executivo da Câmara de Abrantes chamar a atenção para problemas relacionados com o saneamento básico e a protecção ambiental no concelho, deixando críticas à actuação da Abrantáqua e à fiscalização do contrato de concessão. O saneamento básico esteve no centro da intervenção do munícipe, que afirmou existirem mais de 40 locais, distribuídos por várias freguesias do concelho, que continuam à espera de uma solução técnica e financeira para a recolha e tratamento de águas residuais. João Damas recordou que o município concessionou à Abrantáqua, em 2008 e por um período de 25 anos, a gestão dos sistemas de recolha, transporte e tratamento de águas residuais. Segundo referiu, o contrato apontava para uma cobertura de 92,2% da população, enquanto a informação actualmente divulgada pela câmara indica uma taxa de cobertura de 94%.
O munícipe defendeu, no entanto, que os números globais não podem servir para esconder as localidades onde o problema continua por resolver. Entre os casos que apresentou estão Vale de Zebrinho, Pucariça e Mouriscas. Nesta última freguesia, afirmou existirem habitações que, apesar de terem condutas de águas residuais nas proximidades, não dispõem de colectores que permitam a ligação ao sistema de saneamento. João Damas levantou também dúvidas sobre o funcionamento das estações elevatórias e de tratamento, defendendo que deve ser verificada a existência de equipamentos de reserva, assegurada a manutenção dos equipamentos avariados e acompanhadas eventuais situações susceptíveis de provocar descargas para as linhas de água.
Na mesma intervenção questionou a autarquia sobre a fiscalização do contrato de concessão e considerou que “existem obrigações que não estarão a ser devidamente cumpridas”. O munícipe apelou ao executivo para que encare a situação com seriedade e procure soluções para as populações que continuam sem acesso adequado à rede de saneamento.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, adiantou que vai solicitar à Abrantáqua uma “resposta exaustiva e profissional” sobre os vários pontos apresentados por João Damas, comprometendo-se a facultar posteriormente essa informação.


