Sociedade | 31-08-2026 10:00

Azambuja admite hipótese de construir nova escola na vila

Azambuja admite hipótese de construir nova escola na vila
Silvino Lúcio - foto arquivo O MIRANTE

Presidente da Câmara de Azambuja revela que o município já colocou em cima da mesa a hipótese de construir uma nova escola na sede do concelho. Anúncio surge depois de pelo menos 24 crianças não terem conseguido vaga no 1.º ano para o próximo ano lectivo.

A Câmara de Azambuja está a ponderar avançar com a construção de uma nova escola na vila de Azambuja para aumentar a capacidade da rede escolar. A revelação foi feita pelo presidente do município, Silvino Lúcio (PS), na reunião do executivo, em resposta às críticas do vereador Luís Benavente, do PSD, sobre a falta de salas de aula e a situação das 24 crianças que ficaram sem vaga no 1.º ano. “Estamos atentos e já pusemos a hipótese de começar a construir uma nova escola na sede, em Azambuja”, afirmou Silvino Lúcio, acrescentando que o município está a acompanhar a evolução da população escolar e as necessidades de aumento da capacidade dos estabelecimentos de ensino.
O assunto foi levantado por Luís Benavente, que questionou o presidente sobre a razão pela qual o município não está a “acautelar a construção de salas de aula”, tendo em conta que este ano ficaram de fora 24 crianças que terão de esperar mais um ano para ingressar no primeiro ciclo. O vereador lembrou que as competências na área da educação foram descentralizadas para as autarquias e defendeu que é necessário antecipar as necessidades para evitar que, para além dos alunos condicionais, outras crianças possam no futuro ficar sem resposta por falta de espaço. Silvino Lúcio respondeu que a gestão e colocação dos alunos compete aos agrupamentos de escolas, que também definem a constituição das turmas. Disse ter falado sobre o assunto com a directora do Agrupamento de Escolas de Azambuja, Madalena Tavares, e lembrou que todos os anos existem crianças que completam seis anos depois do início do ano lectivo e cuja entrada no primeiro ciclo depende das vagas disponíveis.
O autarca garantiu, no entanto, que a falta de capacidade não está a ser ignorada. Além da possibilidade agora revelada de construção de uma nova escola na vila, Silvino Lúcio adiantou que um dos projectos previstos para a rede escolar contempla a criação de mais 13 salas de aula, “precisamente para colmatar essa situação”.
Tal como O MIRANTE noticiou em Julho, ficaram sem vaga pelo menos 24 alunos do concelho, todos candidatos ao Agrupamento de Escolas de Azambuja, que completam seis anos entre 16 de Setembro e 31 de Dezembro e estão, por isso, abrangidos pelo regime de matrícula condicional. As regras determinam que estas crianças apenas podem entrar no 1.º ano depois de colocados todos os alunos cuja matrícula é obrigatória e caso ainda existam vagas. A situação provocou contestação entre encarregados de educação, que consideraram “inaceitável” que duas dezenas de crianças não tivessem uma vaga garantida e questionaram se o problema resultava de falta de professores, de salas ou de planeamento.

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