Moradora de Pontével volta à câmara e promete não desistir enquanto não houver saneamento
Margarida Carvalho voltou à reunião pública da Câmara do Cartaxo para exigir saneamento, limpeza e melhores condições na Estrada da Oira, em Pontével. Munícipe garante que continuará a insistir até ver os problemas resolvidos.
Margarida Carvalho voltou à reunião pública da Câmara do Cartaxo, realizada a 6 de Agosto, para insistir na resolução dos problemas que afectam a Estrada da Oira, em Pontével, onde reside. A moradora voltou a exigir a instalação da rede pública de saneamento, a limpeza da rua e dos terrenos envolventes e melhorias na iluminação pública. A munícipe reconheceu que a autarquia realizou algumas intervenções na estrada depois das reclamações anteriores, mas considera que o trabalho ficou incompleto. “Foram arranjar a estrada, mas deixaram tudo lá, o entulho ficou todo no chão”, afirmou.
A principal reivindicação continua a ser a falta de saneamento público, situação que, segundo Margarida Carvalho, se arrasta “há quase 50 anos”. A moradora criticou ainda o facto de os residentes pagarem saneamento apesar de não estarem ligados à rede. Segundo explicou, a Cartágua informou-a de que os moradores têm direito a duas limpezas de fossa por ano. “Estamos em 2026 e isto continua assim. Há várias pessoas a viver lá e todos pagamos os nossos impostos”, lamentou, garantindo que vai “sempre batalhar por isto”. Margarida Carvalho alertou também para árvores de um terreno vizinho que estarão a tapar um candeeiro de iluminação pública, receando que o problema se agrave com a chegada dos meses em que anoitece mais cedo.
O vice-presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Reis, confirmou que a Protecção Civil foi informada e que os serviços municipais irão avaliar a situação no local. Sobre a instalação da rede de saneamento, reiterou a posição já transmitida anteriormente: “Sobre o saneamento, é aquilo que já lhe disse várias vezes: lá chegaremos”. A moradora já tinha denunciado este ano o mau estado do acesso à sua habitação, apontando excesso de pó, vegetação a invadir as bermas e viaturas abandonadas. Na altura, considerou que a zona não oferecia condições mínimas de segurança e mobilidade.


