Sociedade | 05-09-2026 15:00

Demolidas barracas do Bairro do Clarimundo para evitar novas ocupações

Demolidas barracas do Bairro do Clarimundo para evitar novas ocupações
As barracas do bairro do Clarimundo, no Sobralinho, deixaram de existir - foto arquivo O MIRANTE

Operação conjunta da Câmara de Vila Franca de Xira e da Polícia de Segurança Pública começou a dar um fim a um dos bairros de barracas mais antigos do concelho.

Vários meses de preparação culminaram, no final de Julho, com uma mega-operação da Câmara de Vila Franca de Xira e da Polícia de Segurança Pública no bairro do Clarimundo, no Sobralinho, tendo sido demolidas onze barracas ali existentes. “Trata-se de barracas que não estavam ocupadas e foram demolidas. A restante população que ali vive está identificada para receber casas no âmbito do programa Primeiro Direito”, explicou o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS).
Segundo o autarca, os serviços municipais sabem quem está no bairro e a operação visou demolir barracas vazias para impedir que outras pessoas as venham a ocupar. “Aqui no concelho não queremos mais construções abarracadas”, garantiu.
Além das barracas demolidas, os serviços identificaram uma idosa em situação de vulnerabilidade e 26 viaturas abandonadas. A acção envolveu polícias de várias valências, equipas municipais de fiscalização, ambiente e acção social. Durante a operação foi detectada uma situação de particular vulnerabilidade social envolvendo uma idosa que necessitava de assistência médica urgente e que, por isso, foi transportada para o Hospital Vila Franca de Xira. Na vertente da fiscalização rodoviária, a PSP inspeccionou 32 viaturas estacionadas na via pública e apenas seis estavam em condições de circulação, encontrando-se as restantes 26 com sinais de abandono prolongado. Entre estas, foi ainda identificado um veículo que constava para apreensão. A operação incidiu também na fiscalização da detenção de animais. Foram controlados 11 cães e levantados 19 autos de notícia por contra-ordenação por incumprimento das obrigações legais de identificação electrónica dos animais.
A acção, segundo a PSP, permitiu ainda contactar com 37 moradores da zona, reforçando a proximidade policial e recolhendo informação considerada útil para futuras operações de prevenção e fiscalização.

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