Sociedade | 06-09-2026 15:00

Praga de baratas continua a incomodar moradores de Alverca

Praga de baratas continua a incomodar moradores de Alverca

140 moradores de Alverca entregaram uma petição ao município e junta de freguesia manifestando o seu desagrado pela proliferação de baratas na cidade. Anualmente a Câmara de Vila Franca de Xira faz perto de dez mil acções de combate a essa praga urbana.

Com a chegada do Verão e do calor o cenário repete-se nas principais cidades do concelho de Vila Franca de Xira: grandes quantidades de baratas a sair dos esgotos e a entrar em habitações e superfícies comerciais. O problema é recorrente e há zonas mais afectadas que outras. Um dos locais mais afectados é a cidade de Alverca, onde na última semana 140 moradores assinaram uma petição para entregar na junta de freguesia e na Câmara de Vila Franca de Xira manifestando desagrado pelo problema. “Esta petição tem o intuito de chamar a atenção dos responsáveis para este problema de saúde pública”, refere-se no documento.
Na última semana também Paulo Lopes, morador em Alverca, fez chegar a O MIRANTE preocupações sobre o problema. “Existe uma falta de cuidado por parte de muitos residentes, mas também uma falta de responsabilização das autoridades centrais e locais, que ocasionam diversos problemas de saúde pública. É uma vergonha, num país da União Europeia e que se intitula de 1º Mundo”, lamenta.
Este ano, a União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho já encaminhou para a câmara municipal 25 pedidos de desbaratização na cidade, em particular na Quinta das Drogas e na Malvarosa. Por ano, a Câmara de Vila Franca de Xira realiza mais de nove mil acções de desbaratização por todo o concelho. “O município de Vila Franca de Xira desenvolve um trabalho contínuo na promoção da saúde pública, através da desinfecção urbana regular e do controlo de pragas de ratos e baratas, cujas acções são essenciais para reduzir os riscos da sua proliferação”, explica o município no seu site.
A intervenção da autarquia no controlo destas pragas consiste em acções programadas de desbaratização do espaço público que abrangem todo o território, através da aplicação de rodenticida ou de insecticida na rede de colectores domésticos de todo o concelho. O problema é que a aplicação é feita nos colectores da rua, cabendo a cada edifício aplicar o produto nas condutas dentro dos prédios, algo que não é da responsabilidade municipal.
“Para além das acções programadas mantemos a realização de acções pontuais de desinfestação, que ocorrem sempre que é identificada ou reportada essa necessidade, podendo as mesmas ocorrer na via pública, junto a linhas de água, nas escolas públicas ou em equipamentos municipais”, explicara anteriormente a câmara municipal a O MIRANTE. Estas intervenções, refere, pretendem solucionar focos específicos e pontuais de pragas abrangentes, tais como ratos, baratas, pulgas, carraças, vespas, entre outros. Há também uma calendarização específica para o combate às pragas da lagarta do pinheiro, vespa velutina e de pombos.

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