Sociedade | 07-09-2026 10:21
Câmara da Chamusca manda apertar fiscalização após nova vaga de maus cheiros
Presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira, diz que os serviços municipais estiveram no terreno e que, aparentemente, os odores que tornaram o ar quase irrespirável durante o fim-de-semana terão origem em actividades agrícolas. Autarca diz ter pedido à GNR maior fiscalização, nomeadamente ao transporte de estrumes e efluentes pecuários.
Os fortes maus cheiros que voltaram a afectar a Chamusca e a provocar uma onda de contestação entre moradores poderão ter origem na actividade agrícola. O presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira, disse a O MIRANTE que os serviços municipais estiveram na rua durante o dia em que se registaram as queixas e que, das averiguações efectuadas, tudo aponta, nesta fase, para uma origem ligada a práticas agrícolas.
O autarca refere que deu indicações à GNR para reforçar a fiscalização e “apertar o cerco” a quem não esteja a cumprir as regras aplicáveis ao sector, nomeadamente no transporte de estrume e de outros efluentes pecuários. Uma actividade que, quando realizada sem os cuidados exigidos, pode provocar odores intensos ao longo dos percursos utilizados pelas viaturas e nas zonas onde os produtos são descarregados ou espalhados.
A explicação surge depois de moradores terem denunciado mais um episódio de cheiro nauseabundo na vila, afirmando que em alguns locais “não se pode andar na rua” e que se torna quase impossível respirar normalmente. As queixas voltaram a trazer para primeiro plano um problema que se tem repetido e que afecta directamente a qualidade de vida da população.
A Chamusca acolhe no Eco-Parque do Relvão um dos maiores complexos nacionais ligados à gestão e tratamento de resíduos, circunstância que leva frequentemente a população a associar os maus cheiros a essas actividades. Neste episódio, no entanto, o município aponta, aparentemente, noutra direcção, relacionando os odores com a actividade agrícola. O MIRANTE tem acompanhado ao longo dos anos as queixas ambientais no concelho, assim como as críticas relacionadas com o intenso trânsito de veículos pesados. A repetição de episódios de maus cheiros continua, entretanto, a alimentar o descontentamento de moradores, que reclamam fiscalização efectiva, identificação rápida das fontes poluidoras e medidas que impeçam que situações desta natureza se tornem recorrentes.
Nuno Mira refere que, relativamente à Comissão de Acompanhamento do Eco Parque do Relvão, que não reúne há vários anos, é uma situação para ser regularizada o mais rapidamente possível. A falta de dinamismo ou o funcionamento irregular desta comissão tem sido alvo de debate recorrente em reuniões da assembleia municipal, sobretudo em momentos de tensão associados a questões de qualidade do ar e odores na região.
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