Sociedade | 07-09-2026 07:00

Concurso para reparar Torre do Relógio de Benavente ficou deserto

Concurso para reparar Torre do Relógio de Benavente ficou deserto
Torre do Relógio integra o edifício dos Paços do Concelho de Benavente - foto O MIRANTE

Única proposta efectiva apresentada para a substituição da cobertura e reparação da Torre do Relógio dos Paços do Concelho de Benavente foi de 270 mil euros, bastante acima do valor base. Município vai rever o preço-base antes de lançar novo procedimento.

A Câmara de Benavente vai lançar um novo procedimento para a substituição da cobertura e reparação da Torre do Relógio dos Paços do Concelho, depois de o primeiro concurso ter terminado sem adjudicação. A única proposta efectiva apresentada ascendia a 270 mil euros, mais 108 mil euros do que o preço-base de 162 mil euros definido pela autarquia. O concurso tinha sido lançado na sequência de uma deliberação do executivo de 13 de Abril e o anúncio foi publicado em Diário da República a 4 de Maio. O critério de adjudicação estabelecido era o da proposta economicamente mais vantajosa, tendo como único factor de avaliação o preço. O prazo para a apresentação de propostas terminou a 3 de Junho.
Três empresas manifestaram interesse no procedimento, nomeadamente a Vestígios & Lugares Construções, a Cacau Civil Engineering e a Gasfomento - Sistemas e Instalação de Gás. A Vestígios & Lugares Construções e a Gasfomento entregaram declarações de não apresentação de proposta, pelo que a Cacau Civil Engineering foi a única empresa a apresentar uma proposta efectiva. Propôs executar a intervenção por 270 mil euros, acrescidos de IVA, num prazo de 180 dias. O valor ultrapassava em 108 mil euros o preço base municipal e levou o júri do concurso a propor a exclusão da proposta. A empresa foi posteriormente notificada para exercer o direito de audiência prévia, mas não apresentou qualquer pronúncia dentro do prazo estabelecido. O relatório final confirmou, por isso, a exclusão da proposta, a não adjudicação da empreitada e a revogação da decisão de contratar.
Em reunião de câmara, a presidente do município, Sónia Ferreira (PSD), explicou que, perante a diferença entre o preço definido pela autarquia e o apresentado pela única concorrente, será necessário rever o valor base antes de avançar com um novo concurso. A câmara aprovou por unanimidade o relatório final e as decisões de exclusão da proposta, não adjudicação e revogação do procedimento.
A intervenção pretende substituir a cobertura e reparar a Torre do Relógio do edifício dos Paços do Concelho, cuja necessidade de recuperação já tinha sido assumida anteriormente pelo município. O primeiro concurso não permitiu, contudo, encontrar uma empresa disposta a executar os trabalhos dentro do montante previsto pela câmara, remetendo agora a obra para um novo procedimento.

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