Couço quer voltar a ter bombeiros e aponta arranque da corporação para 2027
A associação humanitária criada em Junho no Couço já reuniu pareceres favoráveis da Junta de Freguesia do Couço e da Câmara de Coruche, contando com cerca de uma dúzia de bombeiros disponíveis para integrar o futuro corpo activo. O processo aguarda agora novas pronúncias antes de chegar à Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.
A vila do Couço, no concelho de Coruche, poderá voltar a ter um corpo de bombeiros próprio no início de 2027, recuperando uma resposta de socorro que deixou de existir na freguesia há vários anos. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Couço, constituída legalmente a 17 de Junho, está a desenvolver os procedimentos necessários para criar a corporação.
Rodrigo Ramalho, presidente da assembleia geral da associação, justifica o projecto com a dimensão territorial da freguesia, a dispersão dos vários aglomerados populacionais e a distância em relação aos meios de socorro actualmente existentes. “Estamos a cerca de 25 quilómetros de Coruche e qualquer meio de socorro tem de percorrer uma distância significativa para chegar às populações”, afirmou, acrescentando que vários episódios contribuíram para aumentar o sentimento de insegurança entre os habitantes. A existência de quatro lares de idosos na freguesia é outro dos factores apontados para a necessidade de uma resposta mais próxima.
O responsável sublinha que os Bombeiros de Coruche “fazem muito com os meios que têm”, mas considera que a distância e a extensão da freguesia justificam a criação de uma estrutura local. O Couço chegou a ter bombeiros, mas o antigo quartel está encerrado há cerca de 15 anos e necessita de obras de requalificação. Segundo Rodrigo Ramalho, a Câmara de Coruche mostrou disponibilidade para apoiar a intervenção e procurar uma solução provisória que permita iniciar a actividade enquanto as instalações não estiverem preparadas.
O processo já conta com pareceres favoráveis da Junta de Freguesia do Couço e da Câmara Municipal de Coruche. Seguem-se os pareceres da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, antes da apreciação final pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.
Apoios precisam-se!
A associação diz ter 13 bombeiros disponíveis para entrar ao serviço assim que seja obtida a necessária autorização, além de pessoas preparadas para integrar o comando e outros elementos que poderão iniciar formação. Numa primeira fase, a intenção é dispor permanentemente de duas ambulâncias de socorro, uma viatura ligeira de combate a incêndios, um veículo de comando e duas ambulâncias destinadas ao transporte de doentes não urgentes.
A aquisição dos meios deverá ser suportada através de apoios municipais, campanhas de angariação de fundos e mecenato, estando também a ser equacionada a cedência temporária de viaturas por outras corporações. “Vamos tentar que a câmara nos ajude, mas provavelmente não vai ser tudo”, admitiu Rodrigo Ramalho, indicando que a associação já procura mecenas e prepara acções de angariação de fundos.
O dirigente considera o município um “grande parceiro” do projecto, uma vez que a futura corporação ficará integrada no dispositivo de protecção civil do concelho. A ambição, assegura, não passa apenas por aproximar o socorro das populações do Couço, mas também por reforçar a capacidade de resposta em todo o concelho de Coruche sempre que seja necessário.


