Novo bloqueio na Ponte Dona Amélia aumenta pressão por fiscalização
Um reboque ficou imobilizado em pleno tabuleiro da Ponte Rainha Dona Amélia e obrigou ao corte da circulação. O incidente volta a expor um problema recorrente numa travessia centenária, onde veículos que ignoram as limitações continuam a provocar bloqueios e danos.
Um reboque ficou imobilizado na manhã de domingo, 7 de Setembro, em pleno tabuleiro da Ponte Rainha Dona Amélia, obrigando à interdição da circulação. O episódio repete um problema que tem causado danos numa travessia centenária e está a aumentar a indignação de quem exige fiscalização e mão pesada para os condutores que ignoram as restrições. O incidente ocorreu cerca das 09h15, quando a viatura, que circulava no sentido Muge–Porto de Muge, ficou “trancada” no estreito tabuleiro da ponte, impedindo a passagem do trânsito.
Não é a primeira vez que veículos com dimensões incompatíveis com as limitações da travessia avançam apesar da sinalização existente. Em Abril, O MIRANTE noticiou um caso semelhante, quando um pesado de mercadorias ficou entalado na ponte, obrigando ao encerramento ao trânsito, intervenção da GNR e avaliação da estrutura pela Infraestruturas de Portugal. O acidente provocou também danos nas protecções laterais. O problema dos pórticos destinados a impedir fisicamente a entrada de viaturas de grandes dimensões continua igualmente por resolver. Em Junho, a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Helena Neves, explicava que a estrutura do lado do seu concelho estava pronta a ser recolocada, mas que era necessário aguardar pela reparação do equipamento no lado do Cartaxo para que a operação fosse realizada em simultâneo.
A Ponte Rainha Dona Amélia, inaugurada em 1904 e reconvertida para circulação rodoviária e pedonal em 2001, liga os concelhos de Salvaterra de Magos e Cartaxo e tem cerca de 840 metros. O seu estado e os sucessivos danos provocados por viaturas que desrespeitam as limitações têm sido motivo de preocupação e discussão política. O novo incidente está a provocar reacções duras entre os utilizadores. “Apreensão de veículos, apreensão de cartas e multas muito pesadas. Bastava um ou dois, os outros aprendiam”, comenta um munícipe nas redes sociais. Outro questiona “o que andam a fazer as autoridades locais” e defende a presença da GNR para “pôr disciplina de vez naquilo, multando e apreendendo os veículos infractores”.


