Encontrado corpo no Tejo em Valada; mais uma morte em rios na região
O corpo do homem que estava desaparecido desde sábado nas águas do rio Tejo, junto à Praia Fluvial de Valada, no concelho do Cartaxo, foi encontrado ao início da tarde de segunda-feira, 7 de Setembro. As buscas mobilizaram durante vários dias bombeiros de diferentes corporações, embarcações, mergulhadores e outros meios de socorro.
Terminou da pior forma a operação de busca pelo homem que desapareceu ao final da tarde de sábado, 5 de Setembro, no rio Tejo, junto à Praia Fluvial de Valada. O corpo foi localizado ao início da tarde de segunda-feira, depois de quase dois dias de operações no rio e nas margens. O homem encontrava-se na zona da praia fluvial acompanhado por familiares e amigos quando entrou na água. Pouco depois das 18h00 terá começado a revelar dificuldades, tendo sido visto a pedir socorro antes de desaparecer. O alerta foi dado cerca das 18h30 e os primeiros meios dos Bombeiros Municipais do Cartaxo iniciaram de imediato as buscas com uma embarcação.
Como O MIRANTE noticiou, as operações prosseguiram no domingo, 6 de Setembro, envolvendo operacionais dos bombeiros do Cartaxo, Azambuja e Alpiarça, assim como elementos da Força Especial de Bombeiros, com recurso a barcos e mergulhadores. As buscas chegaram a ser interrompidas ao final dos períodos de trabalho por falta de condições de segurança, sendo retomadas nas manhãs seguintes. O corpo acabaria por ser localizado e resgatado ao início da tarde de segunda-feira. A ocorrência ficou a cargo da GNR, que esteve no local e tomou conta dos procedimentos. O desaparecimento tinha ocorrido numa altura em que várias pessoas se encontravam na zona ribeirinha de Valada, tendo o alerta mobilizado desde os primeiros minutos um dispositivo de socorro que foi sendo reforçado enquanto decorreram as buscas.
O caso de Valada ocorre num ano particularmente trágico no que respeita às mortes em meio aquático. O MIRANTE noticiou, no final de Agosto, que 92 pessoas morreram por afogamento em Portugal entre Janeiro e 31 de Julho de 2026, o número mais elevado dos últimos dez anos para o mesmo período e mais 15% do que em 2025. Os rios foram o meio aquático onde se registaram mais vítimas mortais, com 35 mortes, seguindo-se o mar, com 27. Na região, O MIRANTE noticiou também este Verão duas mortes ocorridas em piscinas particulares no concelho de Tomar e, em Agosto, a morte de um homem de 40 anos na praia fluvial de Aldeia do Mato, em Abrantes, embora neste último caso as causas da morte não tenham sido esclarecidas pelas autoridades.


