Sociedade | 08-09-2026 07:00

Oposição questiona demora de várias semanas na recolha de monos em Abrantes

Oposição questiona demora de várias semanas na recolha de monos em Abrantes
Recolha de monos com atrasos de semanas em Abrantes - foto DR

Vereadores Nuno Serra e Ana Oliveira questionaram o presidente da Câmara de Abrantes sobre o tempo de espera que os munícipes aguardam para a recolha dos monos, se há pedidos pendentes e quantos pedidos existem.

A vereadora Ana Oliveira, do PSD, e o vereador Nuno Serra, do Chega, questionaram a maioria socialista na Câmara de Abrantes sobre a demora na recolha de monos e outros resíduos volumosos do espaço público. O vereador do Chega lembrou que o município disponibiliza uma recolha gratuita mediante marcação, mas considerou que é necessário perceber se o serviço está a conseguir responder dentro de prazos aceitáveis.
A deposição de móveis, colchões, electrodomésticos e outros resíduos volumosos junto aos contentores foi considerada ilegal e condenável, mas a oposição defendeu que a existência de um serviço municipal de recolha deve garantir uma alternativa eficaz aos moradores. Entre as questões colocadas pelos vereadores da oposição estiveram o número de pedidos actualmente pendentes e o tempo médio que decorre entre a marcação e a realização da recolha.
O vereador Nuno Serra quis ainda saber se a câmara dispõe de algum plano para reforçar os meios e reduzir os tempos de espera, sobretudo nos casos em que os moradores não têm condições para transportar os resíduos até ao ecocentro. A oposição defendeu que combater o abandono de monos na via pública passa também por assegurar que os serviços municipais conseguem dar resposta às solicitações dos munícipes em tempo útil.
Em resposta, o presidente da autarquia, Manuel Valamatos (PS) reconhece que a resposta aos monos “não está a ser tão eficaz como nós desejávamos”, informando que estão a ser feitas contratações de serviços externos. Afirmou ainda que todos os dias estão duas equipas, uma com um camião pequeno e outra com um grande, a fazer a recolha de monos, e que a contratação de serviços externos tem como objectivo reforçar a resposta.
Manuel Valamatos apelou à compreensão dos munícipes, criticando situações em que são solicitadas recolhas de grandes quantidades de objectos de um dia para o outro. De acordo com o presidente, há casos de armazéns e casas com monos acumulados há anos ou décadas, incluindo milhares de garrafões de vidro, cuja remoção exige várias deslocações e dezenas de camiões. “Nós estamos a ir buscar tudo”, afirmou, defendendo que os pedidos devem ser programados com maior antecedência.
O presidente admitiu ainda que a forma como anteriormente se expressou sobre o problema poderá não ter sido a mais adequada, mas insistiu que o incumprimento das regras acaba por penalizar todos os munícipes. “Estamos todos a pagar para aqueles que não estão a respeitar”, afirmou Manuel Valamatos.

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