Oposição questiona demora de várias semanas na recolha de monos em Abrantes
Vereadores Nuno Serra e Ana Oliveira questionaram o presidente da Câmara de Abrantes sobre o tempo de espera que os munícipes aguardam para a recolha dos monos, se há pedidos pendentes e quantos pedidos existem.
A vereadora Ana Oliveira, do PSD, e o vereador Nuno Serra, do Chega, questionaram a maioria socialista na Câmara de Abrantes sobre a demora na recolha de monos e outros resíduos volumosos do espaço público. O vereador do Chega lembrou que o município disponibiliza uma recolha gratuita mediante marcação, mas considerou que é necessário perceber se o serviço está a conseguir responder dentro de prazos aceitáveis.
A deposição de móveis, colchões, electrodomésticos e outros resíduos volumosos junto aos contentores foi considerada ilegal e condenável, mas a oposição defendeu que a existência de um serviço municipal de recolha deve garantir uma alternativa eficaz aos moradores. Entre as questões colocadas pelos vereadores da oposição estiveram o número de pedidos actualmente pendentes e o tempo médio que decorre entre a marcação e a realização da recolha.
O vereador Nuno Serra quis ainda saber se a câmara dispõe de algum plano para reforçar os meios e reduzir os tempos de espera, sobretudo nos casos em que os moradores não têm condições para transportar os resíduos até ao ecocentro. A oposição defendeu que combater o abandono de monos na via pública passa também por assegurar que os serviços municipais conseguem dar resposta às solicitações dos munícipes em tempo útil.
Em resposta, o presidente da autarquia, Manuel Valamatos (PS) reconhece que a resposta aos monos “não está a ser tão eficaz como nós desejávamos”, informando que estão a ser feitas contratações de serviços externos. Afirmou ainda que todos os dias estão duas equipas, uma com um camião pequeno e outra com um grande, a fazer a recolha de monos, e que a contratação de serviços externos tem como objectivo reforçar a resposta.
Manuel Valamatos apelou à compreensão dos munícipes, criticando situações em que são solicitadas recolhas de grandes quantidades de objectos de um dia para o outro. De acordo com o presidente, há casos de armazéns e casas com monos acumulados há anos ou décadas, incluindo milhares de garrafões de vidro, cuja remoção exige várias deslocações e dezenas de camiões. “Nós estamos a ir buscar tudo”, afirmou, defendendo que os pedidos devem ser programados com maior antecedência.
O presidente admitiu ainda que a forma como anteriormente se expressou sobre o problema poderá não ter sido a mais adequada, mas insistiu que o incumprimento das regras acaba por penalizar todos os munícipes. “Estamos todos a pagar para aqueles que não estão a respeitar”, afirmou Manuel Valamatos.


