Escola Profissional de Tomar vai ser vendida após perder 58% dos alunos em cinco anos
Município quer alienar os 50% que detém na EPT em conjunto com os restantes sócios. Venda parte de uma base de 100 mil euros e surge num cenário de resultados negativos e forte quebra do número de estudantes. Comprador terá de manter a escola, concluir os cursos em funcionamento e salvaguardar os trabalhadores.
A Câmara Municipal de Tomar deu luz verde à venda da Escola Profissional de Tomar (EPT), uma decisão justificada pela degradação da situação financeira da sociedade e pela acentuada perda de alunos nos últimos anos. O processo de alienação da totalidade do capital social foi aprovado na reunião pública de 7 de Setembro e segue agora para decisão da Assembleia Municipal. O município é proprietário de 50% da EPT, sendo o restante capital detido pela ACITOFEBA, NERSANT e Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa. A intenção é vender a totalidade das participações em conjunto, tendo sido fixado um valor base global de 100 mil euros.
A decisão surge numa altura em que a escola enfrenta dificuldades significativas. Segundo os elementos que acompanham a proposta, a EPT tem registado uma erosão continuada dos capitais próprios, resultados líquidos negativos nos últimos exercícios e perdeu 58% dos alunos em apenas cinco anos. A autarquia pretende, no entanto, evitar que a mudança de proprietário coloque em causa a existência do ensino profissional no concelho. O futuro comprador ficará obrigado a manter a actividade da escola e uma oferta formativa diversificada, garantindo igualmente a continuidade pedagógica de todas as turmas actualmente em funcionamento.
O caderno de encargos terá ainda de assegurar a manutenção do alvará, a qualidade do ensino e a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e professores. A proposta é acompanhada por um estudo económico e financeiro elaborado por um revisor oficial de contas, pelos relatórios de actividades e contas dos últimos anos e pelas deliberações dos restantes sócios.


