É preciso mais informação e simulacros sobre segurança de Castelo de Bode
Movimento alerta que as sirenes não chegam para proteger as populações e exige divulgação do plano de emergência, acções de esclarecimento e exercícios de evacuação nos seis concelhos abrangidos pela barragem.
O proTEJO quer mais transparência sobre a segurança da Barragem de Castelo de Bode e exige à EDP e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que expliquem às populações o que fazer em caso de emergência. O movimento considera insuficiente a instalação de mais de 30 torres com sirenes nos concelhos de Abrantes, Chamusca, Constância, Golegã, Tomar e Vila Nova da Barquinha sem campanhas de informação e simulacros. Segundo o movimento, apesar do reforço do sistema de aviso, a EDP ainda não realizou sessões públicas de esclarecimento, mantendo o Plano de Emergência Interno da barragem afastado do conhecimento das populações. “O dever de acautelar a segurança de uma barragem não se mede só em betão, torres com sirenes e avisos. Mede-se também na capacitação das pessoas a jusante para tomarem decisões informadas e para reagirem em minutos”, sustenta o proTEJO.
A rede de aviso inclui entre seis e oito torres em Abrantes, seis na Chamusca, seis em Constância, uma na Golegã, 12 em Tomar e quatro em Vila Nova da Barquinha. As estruturas terão 11 metros de altura, alimentação através de painéis fotovoltaicos e integração no Sistema de Aviso às Populações. O proTEJO reclama a divulgação de um resumo acessível do Plano de Emergência Interno, incluindo a delimitação da Zona de Autossalvamento, cenários de risco e procedimentos de autoprotecção. Exige ainda campanhas nas freguesias, informação em escolas e juntas e simulacros com participação das populações e entidades de Protecção Civil.
As preocupações aumentam perante a intervenção prevista para 2027, que deverá obrigar ao rebaixamento da albufeira em cerca de 16 metros entre Junho e Outubro. O movimento alerta para o risco de reacções desorganizadas, desconhecimento dos sinais sonoros e reduzido tempo de resposta numa barragem que este ano completou 75 anos de exploração.


