Sociedade | 10-09-2026 12:00

Tomar responde à escalada da habitação com 44 casas de renda acessível

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foto ilustrativa

As famílias de rendimentos intermédios vão poder candidatar-se, a partir de 21 de Setembro, a 44 habitações de arrendamento acessível na Choromela e em Marmelais. A resposta chega numa altura em que os preços pedidos pela habitação em Tomar registam uma forte subida, sobretudo na compra de casa.

A Câmara Municipal de Tomar aprovou, na reunião pública de 7 de Setembro, a abertura do concurso para atribuição de 44 habitações destinadas a famílias de rendimentos intermédios, com rendas a partir de 322 euros. As candidaturas decorrem entre 21 de Setembro e 23 de Outubro, através de plataforma digital. As empreitadas estão concluídas e os 44 fogos distribuem-se por dois empreendimentos: 32 na Choromela, na Travessa Gil Martins, e 12 em Marmelais, na Rua Baden Powell. Estão disponíveis 16 apartamentos T2 e 28 T3.
A entrada destas casas no mercado ganha particular importância perante a evolução dos preços da habitação no concelho. Em Agosto de 2026, o preço pedido das casas à venda em Tomar atingia 1.483 euros por metro quadrado, mais 24,8 por cento do que no mesmo mês do ano anterior. Na União das Freguesias de Tomar e Santa Maria dos Olivais, onde se concentra a zona urbana, o valor subia para 1.853 euros por metro quadrado, também em máximo da série do portal Idealista.
A escalada torna-se ainda mais evidente quando comparada com dados oficiais anteriores. Em 2024, o preço mediano de venda em Tomar era de 1.195 euros por metro quadrado nas casas novas e de 907 euros nas habitações existentes. A avaliação bancária mediana situava-se então nos 1.151 euros por metro quadrado, tendo aumentado quase 40 por cento face a 2021, segundo dados do INE compilados pela Pordata. No arrendamento, os preços pedidos em Tomar rondavam em Agosto os 8,7 euros por metro quadrado por mês. Embora esse valor represente uma descida face aos meses anteriores, continua a traduzir encargos elevados para muitos agregados: a título indicativo, uma habitação de 80 metros quadrados colocada no mercado por esse valor rondaria os 696 euros mensais.
É neste contexto que entram os 44 fogos municipais. As rendas começam nos 322 euros e cada agregado pagará o valor mais baixo entre 35 por cento do rendimento familiar e o limite definido para a respectiva tipologia. O máximo é de 543,40 euros para um T2 e 669,24 euros para um T3, garantindo que a renda não ultrapassa 35 por cento dos rendimentos do agregado. Os contratos terão a duração de três anos.

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