Sociedade | 11-09-2026 15:00

Executivo de João Leite legaliza estação elevatória de Alcanhões ignorada por cinco presidentes

Executivo de João Leite legaliza estação elevatória de Alcanhões ignorada por cinco presidentes
Terreno foi cedido ao município de Santarém por Florentino Inês - foto O MIRANTE

Legalização do terreno cedido por um proprietário para a construção da estação elevatória de esgotos da freguesia de Alcanhões encerra um caso que se tornou paradigmático da falta de resposta da administração municipal. A resolução do problema que causava constrangimentos ao proprietário, marca uma mudança de postura na Câmara de Santarém.

A Câmara de Santarém resolveu em menos de um ano um problema que esteve parado durante um quarto de século e atravessou cinco presidentes. A legalização do terreno onde está instalada a estação elevatória de Alcanhões, oferecido pelo proprietário Florentino Inês, foi concluída esta quarta-feira com a assinatura da escritura, cerca de dois meses depois de O MIRANTE ter noticiado a situação e exposto o impasse que se arrastava desde o início dos anos 2000. O actual executivo, liderado por João Leite, assumiu o caso como prioridade e encerrou um processo que nenhum dos anteriores autarcas conseguiu ou quis resolver.
A notícia de O MIRANTE, a 1 de Julho, revelava que estavam em causa 165 metros quadrados que tinham sido cedidos no mandato de José Miguel Noras, para permitir a construção da estação elevatória que serve a zona baixa da vila, bombeando os esgotos para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), numa altura em que estes equipamentos eram uma prioridade do país. Mas o processo ficou por concluir e passou, sem solução, pelos mandatos de Rui Barreiro, Francisco Moita Flores e Ricardo Gonçalves. Durante todo esse período, o terreno nunca foi destacado, escriturado ou integrado no património municipal, apesar de a estação funcionar há décadas e ser essencial para o saneamento da freguesia.
A situação gerou constrangimentos ao proprietário, que não podia vender ou partilhar a restante área de meio hectare, e obrigava os serviços municipais a entrar pelo portão da propriedade sempre que era necessária intervenção, porque a autarquia nunca criou acesso próprio. O caso tornou-se um símbolo da inércia administrativa do município, acumulando pedidos de documentos, promessas e adiamentos sucessivos ao longo de 25 anos. Com a entrada do novo executivo, a resolução do assunto foi encarada de frente e a escritura foi realizada no dia 2 de Setembro, com a Câmara de Santarém a pagar cerca de 2.300 euros pela parcela. A resolução ocorreu um ano depois de João Leite ter assumido a presidência da autarquia.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias