Seis meses depois ainda não há estudo sobre criação da polícia municipal em VFX
Coligação Nova Geração acusa maioria socialista na Câmara de Vila Franca de Xira de estagnação no processo com vista à eventual criação de um corpo de polícia municipal no concelho, ideia que o PS não apoia por enquanto.
Passaram seis meses desde que o executivo da Câmara de Vila Franca de Xira aprovou lançar um estudo com vista à eventual criação de uma polícia municipal no concelho mas ainda não há qualquer conclusão. A situação, considera a Coligação Nova Geração (PSD/IL), mentora da ideia, revela inacção e estagnação da gestão socialista. “O executivo comprometeu-se a apresentar as análises técnicas e a viabilidade desta solução num prazo de três meses mas ainda não o fez. O mesmo com as restantes propostas desta bancada na área da saúde e da modernização tecnológica da Divisão de Urbanismo”, criticou David Pato Ferreira, na última reunião de câmara de VFX. “Os seis meses de total ausência de trabalho para implementar uma polícia municipal no território são mais um sinal da incapacidade deste executivo para reformar, fazer diferente, pensar o território e implementar soluções”, criticou David Pato Ferreira.
Na resposta, o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), lembrou que a realização dos estudos visa apoiar os vereadores a tomar “decisões avisadas, sejam elas em que sentido forem” e que o município preparou um caderno de encargos para lançar o estudo, resultando num procedimento “que não conseguimos adjudicar mas que vai ser lançado”. Em relação aos restantes estudos, Fernando Paulo Ferreira garantiu que os serviços estão a preparar os procedimentos, bem como os custos associados aos mesmos. “É um assunto que não está esquecido”, garantiu. A Nova Geração anunciou que irá remeter um requerimento ao executivo para obter esclarecimentos sobre a data de abertura e o caderno de encargos associado.
A proposta de realização do estudo, recorde-se, mereceu votos favoráveis do Partido Socialista e da CDU, enquanto o Chega votou contra. A criação de uma polícia municipal é uma das bandeiras da Nova Geração que acredita que, caso venha a ser uma realidade, irá complementar a actuação da PSP e da GNR, com especial incidência no policiamento de proximidade, fiscalização de estacionamento, fiscalização do depósito ilegal de resíduos e acompanhamento de pequenas obras.
Executivo dividido
Na altura, o vereador do Chega, Barreira Soares, disse que a criação de uma polícia municipal “não tem lógica” e que “não é uma prioridade para o território”, defendendo antes investimento camarário na PSP e na GNR, nomeadamente para a realização de obras em esquadras. Da parte da CDU, a vereadora Cláudia Martins disse que a proposta da Nova Geração faz da nova polícia municipal uma polícia administrativa, sendo que cabe à câmara fiscalizar, por exemplo, a deposição ilegal de resíduos. “Para nós há outras prioridades, como a habitação. Não vale a pena gastar recursos numa área que é responsabilidade do Estado central”, afirmou.


