Sociedade | 13-09-2026 07:00

Enxaqueca continua a ser uma doença crónica que limita a vida quotidiana

Enxaqueca continua a ser uma doença crónica que limita a vida quotidiana
Foto CUF

A 12 de Setembro assinala-se o Dia Europeu da Enxaqueca, que visa alertar para uma doença neurológica que ainda não tem cura e continua a intrigar os especialistas. Identificar os sintomas e procurar tratamento preventivo são a chave para conseguir ter maior qualidade de vida. A Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN) estima que a enxaqueca afecte cerca de 1,2 milhões de pessoas em Portugal.

A enxaqueca é uma doença neurológica que ainda continua desvalorizada pelos pacientes apesar de causar fortes impactos na qualidade de vida. Stress, alterações do sono, factores hormonais ou jejum podem desencadear crises, mas a doença tem uma forte componente individual e genética. Os tratamentos estão cada vez mais avançados embora a enxaqueca continue sem cura.
A doença pode provocar episódios de dor moderada a grave, acompanhados de náuseas, vómitos e grande sensibilidade à luz ou a determinados cheiros, podendo interferir de forma significativa com a vida pessoal e profissional.
No Dia Europeu da Enxaqueca, que se assinala a 12 de Setembro, o objectivo passa por chamar a atenção para a importância de reconhecer a doença e procurar ajuda médica.
Segundo Beatriz Madureira, neurologista no Hospital CUF Santarém, a enxaqueca é uma doença neurológica complexa, que não resulta habitualmente de uma única causa. Existe, muitas vezes, uma predisposição individual, frequentemente com componente genética, que torna o cérebro mais sensível a determinados estímulos.
A partir daí, explica a O MIRANTE, diferentes factores podem desencadear uma crise - e não são necessariamente os mesmos para todas as pessoas. Entre os mais frequentes estão o stress, incluindo a fase de “descompressão” depois de períodos de maior tensão, alterações do sono, exposição a luz intensa, cheiros fortes ou ruído, alterações meteorológicas, o período menstrual e as flutuações hormonais. O jejum prolongado, refeições irregulares e o consumo de bebidas alcoólicas, nomeadamente vinho tinto, podem também funcionar como desencadeantes em algumas pessoas.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias