Sociedade | 15-09-2026 16:32

Violência doméstica em Torres Novas continua a atingir sobretudo mulheres

Violência doméstica em Torres Novas continua a atingir sobretudo mulheres

As mulheres continuam a ser as principais vítimas de violência doméstica em Torres Novas. Na zona urbana, 83% das vítimas registadas pela PSP em 2025 eram mulheres, percentagem que se fixava nos 72% até Julho deste ano. A residência continua a ser o principal palco das agressões.

A violência doméstica em Torres Novas continua a ter sobretudo mulheres como vítimas e homens como suspeitos ou agressores. Os dados apresentados por PSP e GNR na tarde de sábado, 12 de Setembro, durante a sessão temática da Assembleia Municipal de Torres Novas dedicada à segurança, mostra ainda que grande parte dos episódios ocorre dentro de casa e no contexto de relações familiares ou conjugais.

Na área urbana, sob responsabilidade da PSP, as mulheres representaram 83% das vítimas de violência doméstica em 2025 e 72% até Julho de 2026. Nos dados apresentados pela GNR relativos a este ano, as vítimas são igualmente maioritariamente mulheres. A Guarda contabiliza ainda quatro vítimas do sexo masculino com menos de 16 anos, que poderão corresponder a menores envolvidos em situações de violência no agregado familiar.

Do lado dos suspeitos, os dados da GNR mostram uma predominância ainda mais vincada dos homens: dos 15 suspeitos identificados em 2026, 14 são do sexo masculino e apenas um do sexo feminino. O subcomissário João Luzio, da PSP, chamou a atenção para o facto de o número de vítimas poder ser superior ao número de ocorrências. Numa situação de violência doméstica entre um casal, por exemplo, um menor presente no agregado é também considerado vítima.

Maioria das agressões ocorrem na residência

Também quanto ao local das ocorrências, os dados confirmam que a violência doméstica continua a ser, em larga medida, um crime cometido dentro de portas. Na área da PSP, 20 das 24 ocorrências registadas até Julho de 2026 aconteceram em residências. Duas ocorreram na via pública e outras duas em estabelecimentos. Em 2025, 37 das 43 ocorrências registadas pela polícia tinham igualmente acontecido em casa. “É no domicílio, na privacidade do lar, que convivemos mais com os companheiros, filhos”, explicou João Luzio.

A GNR indicou, por sua vez, que a maior incidência se verifica no período nocturno. Sábado e terça-feira são os dias da semana em que foram registadas mais situações.

*Notícia desenvolvida em edição semanal de O MIRANTE.

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