Sociedade | 16-09-2026 15:00

Mação avança com 28 casas de renda acessível para travar falta de habitação

Mação avança com 28 casas de renda acessível para travar falta de habitação

Investimento superior a 4,1 milhões de euros vai permitir construir 28 apartamentos na vila. Câmara reconhece que a oferta continua longe de responder à procura e admite novos incentivos para recuperar casas degradadas.

A Câmara de Mação deu início à construção de 28 fogos destinados a arrendamento acessível, num investimento superior a 4,1 milhões de euros que pretende aliviar a falta de casas e os elevados preços da habitação no concelho. As empreitadas arrancaram a 14 de Setembro, com a assinatura dos autos de consignação, depois de vários concursos terem ficado sem concorrentes. Na Portela do Vale, junto ao Centro de Saúde, vão nascer dois edifícios com 16 apartamentos T2 e estacionamento em cave, num investimento de 2,38 milhões de euros e um prazo de execução de 450 dias. Na Urbanização de Santo António estão previstos três edifícios de dois pisos, com oito T2 e quatro T1, num investimento de 1,76 milhões de euros e prazo de 365 dias.

O presidente da Câmara de Mação, José Fernando Martins, sublinha que não se trata de habitação social, mas de casas destinadas ao mercado de arrendamento acessível. Os critérios de atribuição e os valores das rendas vão ser definidos num regulamento que está a ser preparado no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Os projectos nasceram de um protocolo entre o município, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a CIM do Médio Tejo. Inicialmente enquadrados no Plano de Recuperação e Resiliência, passaram depois para uma solução financiada através do Banco Europeu de Investimento. Segundo o autarca, está garantido o financiamento de pelo menos 85% do investimento, podendo a comparticipação chegar à totalidade. As obras só avançaram depois de sucessivos concursos desertos. Foram necessários três procedimentos para encontrar empreiteiro para Santo António e quatro para a Portela do Vale. A revisão em alta dos valores das empreitadas acabou por atrair empresas, tendo os novos concursos recebido cinco e oito propostas.

A estes 28 fogos juntam-se dois apartamentos T3 reabilitados no Bairro do Calvário, num investimento de cerca de 165 mil euros, elevando para 30 o número de habitações municipais destinadas a esta resposta. José Fernando Martins admite, porém, que o número continua longe de satisfazer as necessidades. “Temos muita falta de habitação em Mação”, afirma, reconhecendo que os preços subiram de forma significativa. A autarquia está também a preparar uma linha de incentivos para recuperar casas degradadas, sobretudo no centro da vila, numa tentativa de colocar mais imóveis no mercado e aumentar a oferta habitacional.

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