Sociedade | 17-09-2026 12:02

Alambi acusa pedreiras de Alenquer de ignorarem regras ambientais

Alambi acusa pedreiras de Alenquer de ignorarem regras ambientais

A Alambi alerta para o impacto ambiental da actividade das pedreiras de Alenquer e acusa as empresas de não cumprirem regras previstas nos planos e estudos ambientais.

A Alambi, associação ambientalista de Alenquer, acusa as pedreiras do concelho de não cumprirem regras ambientais e de funcionarem num território onde, considera, “tudo é permitido”. A associação chama ainda a atenção para as nuvens de pó que afectam localidades como Cheganças e que, segundo afirma, por vezes chegam até ao Camarnal.
Numa publicação nas redes sociais, a Alambi questiona o cumprimento das medidas previstas nas Declarações de Impacte Ambiental, nomeadamente a rega dos circuitos internos e das estradas de acesso às pedreiras, a instalação de campânulas nas britadeiras e a utilização de filtros de mangas.
“Isso é o que está escrito nas Declarações de Impacte Ambiental. Na realidade do dia-a-dia, apenas o extracionismo importa”, afirma a associação, que critica também o alegado incumprimento dos Planos de Lavra.
A Alambi refere que a extracção de pedra se tem aproximado das estradas e estabelece uma comparação com o acidente ocorrido em Borba, defendendo que este tipo de situação deveria merecer maior atenção.
A associação ambientalista critica ainda a concentração da propriedade das pedreiras de Alenquer, afirmando que estas estão “praticamente todas nas mãos de grandes empresas”, duas das quais, segundo a Alambi, são multinacionais cimenteiras.
Em particular, aponta o dedo às empresas que operam na zona da Carapinha, que acusa de estarem mais preocupadas com a remuneração dos accionistas do que com a sua imagem ambiental.
A Alambi manifesta também preocupação com o futuro da paisagem de Alenquer, caso não sejam cumpridos os Planos Ambientais de Recuperação Paisagística. A associação teme que, depois de esgotado o calcário, o concelho fique com “chagas na paisagem”, enquanto as empresas terão retirado benefícios económicos da exploração dos recursos.

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