Sociedade | 17-09-2026 12:00
Cartaxo prepara 33 medidas para enfrentar secas, ondas de calor e cheias
Plano Municipal de Acção Climática define uma estratégia até 2030 para tornar o concelho mais resistente às alterações climáticas. Secas prolongadas, temperaturas mais elevadas e chuva extrema estão entre os principais riscos.
A Câmara do Cartaxo apresentou o Plano Municipal de Ação Climática, que prevê 33 medidas até 2030 para reforçar a capacidade de adaptação do concelho. O diagnóstico aponta como principais ameaças o aumento das temperaturas, as ondas de calor, as secas prolongadas, a redução da precipitação média anual e fenómenos extremos de chuva. As projecções indicam que, até ao final do século, a temperatura média poderá subir entre 2,8 e 5,6 graus Celsius no concelho, num cenário de menos dias de chuva e secas frequentes. O plano assenta em três eixos: adaptação, mitigação e gestão, conhecimento e cidadania.
Entre as medidas previstas estão sistemas urbanos de drenagem sustentável, renaturalização de linhas de água, recuperação de margens ribeirinhas e zonas húmidas, adaptação de edifícios a cheias e reforço da arborização urbana com espécies autóctones. Estão também previstos apoios à agricultura para reduzir os impactos da escassez de água. Na redução de emissões, o município identifica os transportes rodoviários, a pecuária e a indústria como responsáveis por mais de 80% das emissões diretas registadas em 2019. A estratégia inclui renovação da frota municipal, promoção do transporte público e dos modos suaves, eficiência energética nos edifícios e criação de comunidades de energia renovável.
O documento alerta ainda para a pressão sobre os recursos hídricos nos Aluviões do Tejo e na Vala da Azambuja. O diagnóstico revela também que 70% das deslocações pendulares dos residentes são feitas em transporte individual rodoviário. A execução das medidas dependerá de financiamento nacional e comunitário, através do Fundo Ambiental, Portugal 2030, FEDER, Fundo de Coesão e LIFE.
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