Governo vai estudar novo acesso à A1 para aliviar trânsito pesado em Azambuja
Presidente da Câmara de Azambuja saiu de uma reunião com o ministro das Infraestruturas com a expectativa de que o concelho possa ser incluído nos processos em curso para criação de novos acessos à A1. Miguel Pinto Luz comprometeu-se ainda a avaliar apoios da Infraestruturas de Portugal para concluir uma ligação em falta na Zona Industrial de Vila Nova da Rainha.
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio (PS), reuniu-se com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, para discutir os problemas de circulação rodoviária na EN3 e os acessos às zonas industriais do concelho. Segundo o autarca, o governante mostrou conhecer a situação e ficou de analisar com a sua equipa a possibilidade de Azambuja ser incluída em processos em curso relacionados com novos acessos à A1.
O acesso à A1 a partir de Azambuja é uma solução reclamada pelo município e que permitiria retirar uma parte significativa do tráfego pesado da EN3, sobretudo o que serve as zonas industriais e logísticas de Azambuja e Vila Nova da Rainha. A questão ganhou novo impulso em Abril deste ano, quando o executivo municipal aprovou a realização de um estudo prévio para uma ligação rodoviária à A1 e para a requalificação do nó nascente da EN3, em Vila Nova da Rainha. A proposta prevê igualmente uma nova rotunda naquela localidade e a identificação de soluções para estacionamento de veículos pesados.
Segundo Silvino Lúcio, o ministro assumiu também o compromisso de avaliar a possibilidade de a Infraestruturas de Portugal apoiar a execução do troço rodoviário que falta concluir na Zona Industrial de Vila Nova da Rainha. Essa ligação já tinha sido apontada pelo vice-presidente da câmara, António José Matos, como uma infraestrutura capaz de diminuir o número de camiões na EN3 e melhorar o acesso à auto-estrada.
Outro dos temas abordados foi o impacto das restrições à circulação de pesados em estradas municipais de outros concelhos. O ministro terá ficado de abordar a situação com os municípios do Cartaxo e de Santarém para avaliar as consequências que o encerramento ou condicionamento de vias municipais ao trânsito pesado pode provocar nos concelhos vizinhos. Em Junho, a Câmara de Azambuja já tinha alertado que a proibição de pesados na cidade do Cartaxo poderia transferir ainda mais pressão rodoviária para o eixo Azambuja-Vila Nova da Rainha-Carregado.
Na reunião estiveram também entidades ligadas aos sectores dos transportes, logística e distribuição, entre outras a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
Um problema com mais de duas décadas
A necessidade de criar alternativas à EN3 está longe de ser nova. Já em 2003 O MIRANTE noticiava negociações entre a Câmara de Azambuja e o então Instituto de Estradas de Portugal para criar uma via paralela de acesso aos armazéns e aliviar a pressão sobre a estrada nacional. Em 2021, já como presidente da câmara, Silvino Lúcio defendia uma circular entre a Zona Industrial de Vila Nova da Rainha e Alenquer, permitindo encaminhar tráfego para a Vala do Carregado e para a A1.


