Sociedade | 19-09-2026 12:00

Abrantes já tem 25 câmaras instaladas mas videovigilância continua à espera de autorização

videovigilancia
foto ilustrativa

Primeira fase do sistema está montada no terreno, mais de dois anos depois da assinatura do primeiro protocolo entre a Câmara de Abrantes e a PSP. Equipamentos ainda não podem funcionar em pleno enquanto não estiver concluída a tramitação legal.

Abrantes já tem 25 câmaras de videovigilância instaladas no âmbito da primeira fase do sistema destinado a reforçar a segurança na cidade, mas os equipamentos continuam à espera das autorizações necessárias para poderem entrar plenamente em funcionamento. O processo arrasta-se há mais de dois anos. Câmara de Abrantes e Polícia de Segurança Pública assinaram em Março de 2024 um protocolo de cooperação para instalar videovigilância em zonas consideradas estratégicas da cidade, nomeadamente locais com maior registo de ocorrências, vias de comunicação e alguns espaços públicos. Desde então, os atrasos na concretização do projecto têm sido várias vezes discutidos nas reuniões do executivo municipal.
Em Dezembro de 2025, como O MIRANTE noticiou, vereadores do PSD voltaram a questionar a demora, num debate motivado também pelas preocupações de comerciantes e moradores com a segurança no centro histórico. Na altura, o presidente da câmara, Manuel Valamatos, afirmou que o município tinha adquirido mais de meia centena de câmaras, mas que a operacionalização estava dependente dos procedimentos legais e da articulação com a PSP. Já em Janeiro deste ano, a autarquia anunciou que tinha sido reassinado o protocolo com a PSP e que o processo se encontrava numa fase avançada. A tramitação prevista inclui a análise pela estrutura nacional da PSP, a intervenção da tutela governamental e da Comissão Nacional de Protecção de Dados, antes da autorização final.
Em Maio O MIRANTE voltou a dar conta de que continuava sem existir uma data para a entrada em funcionamento do sistema. Dois meses depois, em Julho, Manuel Valamatos apontava a videovigilância como uma das ferramentas que poderão ajudar a combater os repetidos actos de vandalismo no Jardim do Castelo. A instalação agora confirmada das primeiras 25 câmaras representa um avanço físico do projecto, mas não encerra um processo que tem conhecido sucessivos adiamentos. A câmara continua a defender que a videovigilância deve funcionar como complemento à presença e intervenção das forças policiais, e não como substituto do policiamento no terreno.

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