Empresário “ridiculariza” Câmara de Alcanena por classificar oficina como devoluta
João Paulo garante que trabalha diariamente na oficina, onde também funciona um espaço de costura da mulher, e rejeita a classificação do imóvel como devoluto. Presidente da Câmara de Alcanena admite que poderá ter havido um lapso e promete averiguar o processo.
João Paulo foi à reunião da Câmara Municipal de Alcanena, a 7 de Setembro, contestar a classificação da sua oficina como imóvel devoluto. O munícipe afirma que já apresentou um requerimento sobre o assunto, mas continua sem resposta, e defende que a avaliação não corresponde à realidade do espaço. “Uma oficina não pode ser devoluta”, afirmou, garantindo que trabalha diariamente no local. João Paulo explicou ainda que o armazém está ocupado com materiais e equipamentos, entre os quais andaimes, escadotes, escadas e motas. No mesmo edifício funciona também o espaço onde a mulher exerce actividade de costura.
O munícipe questionou, por isso, os critérios usados para classificar o imóvel como devoluto e recordou que o próprio presidente da câmara já visitou a oficina, que descreveu como a “oficina mais típica do concelho”. João Paulo sublinhou ainda que o espaço é conhecido e mantém actividade regular. Na reunião, aproveitou também para criticar a dificuldade em conseguir uma audiência com o presidente da câmara. Disse que se inscreveu para ser atendido e que lhe foi garantido que seria posteriormente contactado, o que, segundo afirmou, ainda não aconteceu. O presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, admitiu que poderá ter ocorrido “algum lapso” na classificação do imóvel e comprometeu-se a esclarecer a situação junto da técnica responsável pelo processo. “Há um enquadramento legal para estas coisas, então temos de averiguar o que se passou, porque se é uma oficina não está devoluta”, afirmou o autarca, acrescentando que irá pedir à técnica responsável que entre em contacto com o munícipe.


