Santarém fecha contas do primeiro semestre com resultado positivo e dívida a aumentar
Câmara de Santarém sustenta que a posição financeira da autarquia continua a ser "robusta, sustentável e de baixo risco", apesar do aumento do passivo e da dívida no primeiro semestre de 2026.
O município de Santarém encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido positivo de 366 mil euros, embora a dívida total tenha aumentado 5,6%, para 31,3 milhões de euros, segundo o relatório e contas semestral da autarquia. De acordo com o documento, o resultado positivo foi alcançado após o município registar rendimentos de 34 milhões de euros e despesas de 33,6 milhões de euros entre Janeiro e Junho deste ano.
Os rendimentos cresceram 746 mil euros face ao primeiro semestre de 2025, impulsionados sobretudo pelo aumento das transferências e subsídios obtidos, que subiram 968 mil euros, para 17,5 milhões de euros. Já os gastos aumentaram 649 mil euros, influenciados principalmente pelos encargos com pessoal, que cresceram 725 mil euros, e pelos custos de depreciação e amortização, que registaram um acréscimo de 394 mil euros.
Apesar do resultado operacional positivo, a dívida total do município aumentou de 29,6 milhões de euros no final de 2025 para 31,3 milhões de euros em Junho deste ano, uma subida de 1,7 milhões de euros. Segundo o relatório, a evolução resulta “exclusivamente do aumento das responsabilidades de curto prazo, sobretudo junto de fornecedores e fornecedores de investimento”.
Entre os principais investimentos destacados no relatório constam a aquisição de imóveis destinados ao Plano Local de Habitação, no valor de 711 mil euros, a construção do pavilhão desportivo da Escola Básica 2,3 de Pernes, com um investimento de cerca de 650 mil euros, e a implementação do Bairro Comercial Digital, que representou um investimento de cerca de 1,1 milhões de euros.
Segundo o relatório, que foi abordado na última reunião de câmara, o município mantém-se sem pagamentos em atraso, situação que se verifica desde 2023, e apresenta uma margem de endividamento de 55,4 milhões de euros face ao limite legal previsto para as autarquias locais. No documento, a câmara municipal sustenta que a posição financeira da autarquia continua a ser "robusta, sustentável e de baixo risco", apesar do aumento do passivo e da dívida no primeiro semestre.


