Sociedade | 23-09-2026 07:00

Aterro sanitário de Mato da Cruz não encerra e vai ser ampliado

Aterro sanitário de Mato da Cruz não encerra e vai ser ampliado
Aterro Sanitário de Mato da Cruz vai continuar a crescer - foto arquivo O MIRANTE

Ministra do Ambiente, questionada por O MIRANTE sobre o assunto, diz que o plano não passa por criar novos aterros mas sim aumentar a capacidade dos que já existem, criando novas células.

O aterro sanitário de Mato da Cruz, explorado pela Valorsul na Calhandriz, não vai encerrar tão cedo e o plano do governo não passa por criar uma alternativa ao equipamento existente mas sim ir permitindo a sua expansão gradual. A informação foi avançada a O MIRANTE pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, à margem da inauguração da fábrica de cogumelos Nãm Fungi Factory em Odivelas, na manhã de segunda-feira, 14 de Setembro.
“Temos um grupo de trabalho sobre os aterros e estamos a aumentar a capacidade dos aterros existentes com novas células, alguns deles já em licenciamento ambiental”, explicou a governante. Confirmando que não há localização alternativa em cima da mesa para Mato da Cruz, Maria da Graça Carvalho anunciou que o Governo está a considerar “aumentar a capacidade de valorização energética de Lisboa e do Porto”, nomeadamente da Valorsul e da Lipor, bem como a zona do Algarve. Para isso, diz, foi aprovado o programa Terra Mais, com um investimento de 2,2 mil milhões de euros “exactamente para os vários equipamentos de valorização energética. Isto passa pelos comportamentos, reduzir, separar e reutilizar. Há muito por fazer nesta área dos resíduos”, reconheceu.
No caso de Mato da Cruz, recorde-se, a licença ambiental expirou a 27 de Junho mas a Valorsul já pediu autorização à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo para o manter em funcionamento durante mais tempo. “A nossa política não é construir novos aterros, queremos é reduzir a quantidade de resíduos que vai para aterro. Queremos alternativas ao envio para aterro, que começam por reduzir a quantidade de resíduos, reciclar, promover a economia circular, reutilizar e valorizar os resíduos”, reiterou a governante.
O aterro de Mato da Cruz, recorde-se, possui em exploração as células 1, 2 e 3 de resíduos urbanos, encontrando-se em curso um processo para a reengenharia da célula 2, para que continue a operar para lá da actual licença ambiental, tendo para isso a Valorsul já solicitado um procedimento integrado de licenciamento, segundo a CCDR explicou a O MIRANTE.
A Câmara de Vila Franca de Xira já tinha aprovado por unanimidade uma moção a exigir que o aterro terminasse toda a sua operação em 2026, confirmando-se agora que tal não irá acontecer.

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