Ponte de Constância continua no centro da polémica entre segurança e trânsito
Equipamento instalado na travessia levantou dúvidas sobre uma eventual videovigilância, mas a Câmara garante que serve apenas para contar veículos. O episódio volta a colocar no centro das atenções uma ponte antiga, limitada e cada vez mais pressionada.
A ponte sobre o Tejo, entre Constância Sul e a Praia do Ribatejo, continua a ser um dos pontos mais sensíveis da mobilidade no Médio Tejo. Desta vez, a polémica surgiu por causa de um equipamento instalado na estrutura, que o vereador da CDU João Céu julgou poder tratar-se de uma câmara de videovigilância. Na última reunião do executivo, questionou a finalidade e o controlo de eventuais imagens. O presidente da Câmara, Sérgio Oliveira, esclareceu que não há captação de imagens e que o aparelho, integrado num programa da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, se destina apenas a contabilizar os veículos que atravessam a ponte. A questão surge num contexto em que a travessia está sob escrutínio permanente. O MIRANTE tem noticiado os constrangimentos de uma infraestrutura onde a circulação se faz num único sentido, alternadamente, e os veículos pesados estão proibidos, salvo excepções autorizadas. Em Fevereiro, o encerramento da ponte da Chamusca fez disparar o trânsito em Constância, com os autarcas a estimarem que o fluxo habitual de três a quatro mil veículos por dia chegou a duplicar ou triplicar. Houve também camiões impedidos de atravessar pela GNR.
O aumento do tráfego voltou a dar força a uma reivindicação com décadas: uma nova travessia sobre o Tejo ou uma intervenção profunda que aumente a capacidade e segurança da actual ponte. Constância e Vila Nova da Barquinha têm defendido que a solução ultrapassa os municípios e exige intervenção do Estado. A CDU também tem reclamado uma nova ponte, apontando razões de mobilidade, economia e resposta a emergências.


