Meses de provocações e desacatos acabam em prisão para homem de Arruda dos Vinhos
Arguido já estava referenciado pela Guarda Nacional Republicana por problemas anteriores de má vizinhança. Foi detido na última semana e vai aguardar julgamento em prisão preventiva depois de ameaçar os militares e os vizinhos.
O homem de 37 anos que na última semana apontou uma pistola aos vizinhos e ameaçou matá-los na Rua do Casalinho, em A-do-Barriga, Arruda dos Vinhos, vai aguardar julgamento em prisão preventiva depois de ter sido detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Em causa estão crimes de ameaça agravada com arma de fogo.
O morador já estava referenciado anteriormente pela GNR por problemas de má vizinhança e desta vez acabou mesmo por ser detido e presente a tribunal. O caso aconteceu na última semana quando, por motivos ainda por apurar, o homem se envolveu numa nova discussão violenta com vários vizinhos, um deles tendo sido obrigado a agarrar num gadanho para se defender. A dada altura da discussão, já com vários moradores na rua em frente à casa do arguido, este abriu a porta e apontou uma pistola de CO2 para ameaçar os outros intervenientes. Nesse momento já os militares da GNR estavam a caminho do local, chamados por outros moradores que estavam alarmados com a gritaria que se ouvia na rua.
Dos desacatos resultou um ferido que teve de ser assistido no Hospital Vila Franca de Xira. “A patrulha deslocou-se de imediato ao local onde estaria a decorrer uma situação de agressões e ameaças com arma, envolvendo um indivíduo que estaria a ameaçar e agredir várias pessoas. No decorrer da intervenção o indivíduo proferiu várias ameaças e injúrias contra os militares, procedendo-se à sua detenção”, explica a GNR. Além de ficar detido foi também apreendida a arma. Perante a atitude provocadora e violenta do homem o Ministério Público optou por manter o homem em prisão preventiva até ser ouvido em tribunal. Alguns moradores da zona, ouvidos por O MIRANTE, explicam que o cidadão português reside no local há cinco anos e é descrito pela vizinhança como alguém provocador e causador de conflitos. “Foi-me transmitido que já terá agredido outros vizinhos e que, há alguns anos, foi apresentada uma queixa contra ele. Existe um sentimento generalizado de receio entre os moradores”, explica a O MIRANTE um dos moradores da rua, que não quer ser identificado com medo de represálias.


