Sociedade | 25-09-2026 13:12

Santarém quer central de operações de socorro para reforçar coordenação de emergências

Santarém quer central de operações de socorro para reforçar coordenação de emergências
Emanuel Campos, vice-presidente da Câmara de Santarém com o pelouro da Protecção Civil. FOTO ARQUIVO

Central Municipal de Operações de Socorro vai centralizar a monitorização e gestão das ocorrências, permitindo mobilizar de forma mais rápida os meios considerados mais adequados e que se encontrem mais próximos do local de intervenção.

A Câmara de Santarém está a desenvolver uma Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS), que funcionará 24 horas por dia com objectivo de reforçar a coordenação dos meios de protecção civil no concelho, revelou o vice-presidente da autarquia. Emanuel Campos, em informação escrita enviada à agência Lusa, adiantou que o projecto encontra-se actualmente "em fase de consolidação técnica", depois de terem sido realizadas visitas a quatro centrais já em funcionamento no país, envolvendo a Protecção Civil Municipal e os corpos de bombeiros do concelho.
Segundo o autarca, o município está agora a consultar o mercado e a solicitar orçamentos para a implementação de um sistema integrado de gestão operacional e para a aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da futura central. A CMOS terá como principal função “centralizar a monitorização e gestão das ocorrências”, permitindo mobilizar “de forma mais rápida os meios considerados mais adequados e que se encontrem mais próximos do local de intervenção”. A autarquia acredita que o modelo contribuirá “para reduzir tempos de resposta”, “evitar a duplicação de recursos” e “melhorar a utilização dos meios disponíveis”.
De acordo com Emanuel Campos, a central assume especial importância em situações complexas, como tempestades severas, cheias, incêndios rurais ou outros fenómenos associados às alterações climáticas, ao proporcionar uma visão global e em tempo real das operações e reforçar a “articulação entre os vários agentes de protecção civil”.
Numa primeira fase, a estrutura ficará instalada no actual edifício da Protecção Civil Municipal. No entanto, a intenção do município passa por integrar futuramente a CMOS no projectado Campus Municipal de Protecção Civil, onde deverão também ficar instaladas a Companhia de Sapadores Bombeiros de Santarém, a Cruz Vermelha Portuguesa e a futura Polícia Municipal.
Entre as funções previstas para a CMOS estão ainda a monitorização permanente das ocorrências, "a gestão e coordenação dos meios operacionais", "a partilha de informação entre entidades" e o "apoio à tomada de decisão em situações de emergência". Através de uma plataforma será ainda possível conhecer, em cada momento, a localização e disponibilidade dos recursos existentes no concelho.
A central funcionará em regime permanente, 24 horas por dia e 365 dias por ano, com o município a considerar essencial “assegurar uma capacidade contínua de monitorização e apoio às operações de socorro”. Quanto ao investimento necessário, Emanuel Campos indicou que o valor global ainda não está definido, uma vez que a autarquia continua “a recolher propostas para as componentes tecnológica, operacional e de recursos humanos”, admitindo recorrer a programas de financiamento nacionais ou comunitários que venham a estar disponíveis.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias