Sociedade | 25-09-2026 17:00

Sem ar condicionado são ventoinhas velhas que tentam combater calor dentro do Tribunal de Loures

Sem ar condicionado são ventoinhas velhas que tentam combater calor dentro do Tribunal de Loures
Foto DR

Há Funcionários judiciais que mediram a temperatura e registaram valores dentro das salas acima de 32 graus nos últimos dias. Estado não dá resposta às necessidades. Ventoinhas velhas e barulhentas não chegam para arrefecer e dar condições dignas a quem trabalha na sede da comarca de Lisboa Norte, que serve Vila Franca de Xira.

A onda de calor que está a atingir a região não tem sido fácil para juízes e funcionários judiciais que trabalham no tribunal de Loures, a sede da comarca de Lisboa Norte, que serve Vila Franca de Xira, e que têm sido obrigados a trabalhar com temperaturas dentro do edifício superiores a 32 graus.
Na unidade central de Loures, apurou O MIRANTE, os trabalhadores têm sido obrigados este verão a trabalhar com duas ventoinhas velhas que fazem bastante ruído e não arrefecem. “Além do calor abrasador é o ruído ensurdecedor, num espaço com duas impressoras todo o dia a digitalizar e oito computadores a funcionar e a mandar calor. Chegamos ao fim do dia cheios de dores de cabeça”, lamenta um dos trabalhadores, numa mensagem a que o nosso jornal teve acesso.
O problema, assegura quem ali trabalha, arrasta-se há vários anos sem solução à vista e a resposta tem sido quase sempre a mesma da Direcção-Geral da Administração da Justiça: falta de verbas para reparar o equipamento de ar condicionado. “Neste momento estamos com 31 graus no juízo central e nos juízos criminais centrais. Um ar simplesmente irrespirável”, lamenta outra funcionária do espaço.
A juiz-presidente da comarca, Sara Pina Cabral, já havia alertado publicamente em entrevista O MIRANTE para o mau estado das instalações quer no Palácio da Justiça de VFX quer no edifício sede da comarca, em Loures. “Precisamos muito de investimento na justiça. Precisamos que a tecnologia acompanhe as nossas necessidades, que os recursos humanos suportem um funcionamento ágil, moderno e eficaz do sistema. Esses são os meios em que se deve investir, obviamente também no edificado, porque atingimos condições que são vergonhosas. Perante todos estes desafios a nossa equipa faz milagres todos os dias, produzindo trabalho em condições que não são boas e muitas vezes com computadores que não funcionam”, criticava.
Apesar da pressão da comarca junto dos organismos responsáveis ainda não houve verba suficiente para investir na climatização do espaço. “Não largamos este assunto, quer em Loures quer em VFX. O presidente da Câmara de Loures, por exemplo, já conhece o estado do nosso tribunal e está sensibilizado para isso, comprometeu-se a colaborar e suportar o valor das obras que este edifício precisa e estamos agora na fase de ultimar o projecto. Quero acreditar que vamos ter aqui obras de requalificação em breve neste edifício”, afirmara a responsável.

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